Desde que a operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal, em março de 2014, para investigar desvios de dinheiro e contratos fraudulentos da estatal Petrobras, a Receita Federal do Brasil já instaurou 484 investigações contra pessoas físicas e empresas envolvidas no escândalo.

Investigações estas que tiveram o intuito de apurar crimes fiscais de sonegação e evasão, praticados dentro do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, que segundo a Receita Federal o desvio chega na casa dos R$ 42 bilhões.

Os valores dos tributos, multas e juros que poderão ser cobrados segundo levantamento da receita e de aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Todos os dados apurados no âmbito de crimes contra o fisco serão entregues a força-tarefa responsável pelas investigações da Lava Jato, e serão usados contra os acusados.

Coleta de dados com apoio de programa de computador

No levantamento dos dados para a investigação, a Receita Federal desenvolveu um programa de computador que funciona como uma teia, para descobrir a relação em comum entre os acusados.

Na base de dados deste programa constam todos os suspeitos, o possível caminho do dinheiro desviados por eles, as pessoas interligadas, e as empresas que foram utilizadas por eles como laranjas no intuito de esconder a origem dos valores. Segundo o secretário de fiscalização da Receita, Iágaro Martins, este programa mostra justamente o que os acusados querem esconder, ou seja, o vínculo deles com o esquema de corrupção e o dinheiro por eles desviados.

Operação em conjunto com Ministério Publico

Contando ainda com a colaboração dos procuradores do Ministério Público, a Receita conseguiu descobrir como funcionava todo o esquema de desvio de verbas da Petrobras; por exemplo, a distribuição do dinheiro, como era feito os saques em espécie, os repasses para contas no exterior, e a ocultação dos repasses da propina.

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Polícia Lava Jato

A operação contou com uma equipe especial de vários auditores fiscais e membros da inteligência do órgão, e os trabalhos começaram muito antes das primeiras notícias do escândalo vazarem, pois, a Receita Federal já vinha coletando informações das movimentações financeiras dos envolvidos.

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