Diego Dzoda, vice-presidente do Facebook latino-americano foi levado sob custódia pela Polícia Federal, em São Paulo, quando estava a caminhopara o trabalho, no aeroporto de Guarulhos. O executivo acabou sendo solto ontem, mas continua sob investigação.

Dodza está sendo acusado por não colaborar com a Justiçaem uma investigação nacional de tráfico de drogas.

De acordo com a Polícia Federal, o Facebook se recusou a dar cópia das mensagens do WhatsApp (conteúdo e localização), que também é da empresa.

Segundo a acusação, as mensagens são essenciais para resolver a investigação.

O Facebook declarou em nota que estádesapontado com a justiça brasileira.Na mesma fala, disseramestar dispostos a ajudar com as investigações. No entanto, o juiz Marcel Montalvão já tinha imposto uma multa diária de R$ 50.000. Pouco depois, a multa sofreu um reajuste e foi paraR$ 1 milhão por dia. Finalmente, Montalvão solicitou a prisão alegando que o Facebook obstruiu a investigação policial.

A Polícia Federal também confirma que os criminosos usavam o WhatsApp e disseram que o Google e o Yahoo estão contribuindo no que podem. As duas últimas empresas citadas podem possuir alguns dados de backup do WhatsApp de alguns usuários.

O porta-voz do Facebook declarou que eles irão auxiliar as autoridades brasileiras no que for possível, mas os seus servidores não armazenam mensagens de conteúdo.

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Ele ainda afirmou que os dados são criptografados pelos usuários. Em outras palavras, a polícia está solicitando a informação que eles não têm.

Não é a primeira vez que o Facebook e WhatsApp estão envolvido em polêmicas no Brasil. Em dezembro de 2015 o WhatsApp foi pausado no Brasil por uma ordem judicial e, mais uma vez, o motivo principal foi da empresa se negar a auxiliar nas investigações, não cedendo dados solicitados pela justiça.

Na época,Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, comentou sobre o assunto dizendo: "é um dia triste para o Brasil".

Um fato é que as empresasdevem encontrar uma maneira de atender as demandas judiciais. De toda forma, os dados solicitados pelo tribunal podem ser difíceis de serem recuperados. Dzoda foi liberado ontem, 2, e responderá o processo em liberdade.

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