A General Motors, montadora norte-americana com fábricana cidade de São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, está prestes a demitir 1.500 funcionários da unidadeque mantém naquele município.

De acordo com notícia publicada em importantes jornais e revistas como Exame, Veja e Diário do Grande ABC, a dispensa afetará principalmente os trabalhadores que já estão com o contrato suspenso desde outubro do ano passado.

Segundo a GM, apesar de pagarnormalmente o salário mensal, não havia previsão de retorno dos colaboradores à linha de produção.

No último mês de fevereiro, a companhiademitiu mais de 500 metalúrgicosda unidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. A crise no setor automotivo é apontada como a principal razão para a diminuição no quadro de funcionários.

Recessão da economia, custo alto do crédito e as dúvidas dos consumidores sobre o futuro do país também foram indicadospela empresacomo motivos para uma urgente readequação da fábrica ao momento atual.

O Sindicato dos Metalúrgicos da cidade chegou a gravar um vídeo que foi compartilhado com os associados no qual o presidente da instituição fala sobre a busca de uma alternativa em conjunto com a GM para evitar a demissão em massa.

Para o sindicato, entre aspossibilidades que serão sugeridasestãoa extensão do lay-off por mais cinco meses e a adesão da empresa ao PPE, programa criado pelo governo que permite a redução de até 30% na jornada de trabalho, e consequentemente, na remuneração.

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Vagas

Em entrevista ao Estadão, o presidente mundial da GM declarou que, caso a economia brasileira não mostre sinais claros de recuperação nos próximos meses, a multinacional vai rever os planos de investimento no país. Havia uma expectativa de que a empresa injetaria mais de R$ 6 bilhões no mercado nacionalaté o ano de 2019.

A associação dos fabricantes (Anfavea) culpa o Desemprego e a queda na renda das famílias pelo recuo nas vendas em 2015 e no início deste ano.

A produção caiu quase 30% no período, voltando ao mesmo nível de 2003.

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