Um dos motivos mais apontados pelas pessoas que estão abandonando as redes sociais no Brasil, sobretudo, o Facebook, é a presença dos famosos “Chatos de Internet”. Segundo especialistas, estas pessoas são aquelas que não têm “filtro” de postagem, ou seja, não controlam os seus impulsos e age no ambiente virtual de forma desordenada, incomodando bastante os outros usuários, com conteúdo considerado chato, ofensivo e irrelevante.

De acordo com o psicólogo e psiquiatra Paulo Benevides, a personalidade eletrônica das pessoas é mais desbocada. Isso por que, tais ambientes virtuais nos impulsionam a agir de forma agressiva, o que gera as discussões on-line.

“No ambiente virtual a pessoa cria uma falsa ilusão de que ela está protegida. A falta do cara a cara a motiva a agredir quem ela quer agredir. Na vida real é mais complicado agir assim, pois, ao agredir uma pessoa, você pode ter a resposta imediata (como um soco) da mesma.

Logo, a personalidade eletrônica é mais desbocada mesmo, mais grossa e provocativa, o que gera as discussões calorosas e intermináveis”, explica Benevides.

“Existe também a exacerbação do egocentrismo da pessoa. No Facebook, por exemplo, você tem um perfil próprio e um público (“amigos”) para ler seus comentários. Isso impulsiona a pessoa a querer se mostrar. As redes sociais estimulam um exercício de auto alimentação do ego que faz com que a pessoa acredite que ela está impressionando às outras pessoas a expor uma opinião; é como querer angariar para a sua persona uma imagem intelectualiza.

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Porém, quase sempre esta pessoa não está pronta para encarar uma opinião contrária à dela, e quando este ego é ferido, as discussão partem para um ‘circo de horror’, com a disseminação de ofensas e demais conteúdos descartáveis”, conclui o psiquiatra.

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