Sabe aquele ditado que diz: ‘O cachorro é o melhor amigo do homem’? Pois saiba que se trata da mais pura verdade já dita. Cheios de amor ofertados gratuitamente aos seus ‘humanos’, os Cães dão um show de ‘humanidade’ para muita gente.

Há algum tempo a história real do cão Hachiko tornou-se um famoso filme estrelado por Richard Gere: ‘Sempre ao seu Lado’, pois foi bem isso que o cão fez, ficou para sempre ao lado do dono na esperança que ele surgisse pela porta e a vida dos dois pudesse voltar ao normal.

Romerito, um cãozinho carioca vive a mesma experiência. O cachorro está constantemente deprimido em frente à casa em que vivia no Méier, zona norte do Rio de Janeiro.

O dono de Romerito veio a óbito, mas o cão não quer aceitar isso e vive a espera do seu melhor amigo, aquele que o fazia se levantar todos os dias e abanar o rabo feliz durante os últimos dez anos.

Os vizinhos contam que estão se revezando para comprar ração para Romerito e precisam da doação de uma casinha, pois o período de chuvas está chegando e ele não pode ficar no tempo. Muitos já tentaram adotá-lo, mas não adianta: o cão sempre volta para frente da casa à espera do dono.

A vizinhança conta também que foi o cão quem os alertou no dia em que Guilherme começou a passar mal, latindo e uivando, até que forçaram a porta e encontraram o homem caído no chão. Ele ficou internado alguns dias, teve alta, mas voltou para o hospital e por conta de uma insuficiência renal, nunca mais voltou.

Um comerciante conta que algumas pessoas chegaram a levar o cachorro para casa enquanto o dono estava no hospital, mas o animal não se adaptou e voltou para as ruas.

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Depois uma pessoa foi paga para leva-lo a SUIPA - Sociedade União Internacional Protetora dos Animais – mas de nada adiantou e alguns dias depois o cachorro tinha escapado e estava aguardando em frente sua antiga casa. Uma vizinha conta que ele costuma ir até o bar que Guilherme frequentava, volta e começa a latir para abrirem a porta.

E depois de um mês de sua solitária saga, é lá que Romerito deve permanecer. O que parece, segundo os vizinhos, é que o cão se lembra do dono e fica muito triste buscando pelo mesmo, sendo nítida a sua tristeza. Romerito não é mais nenhum jovem garotão, mas já encara sua velhice após dez anos vivendo naquele local. Não se sabe se ele foi adotado quando ainda era um filhote.

A única coisa que se sabe é que Romerito ama incondicionalmente seu dono e que mesmo sem dizer uma palavra se quer, a pureza de seu ato corajoso, amoroso e ao mesmo tempo tão solitário mostra o que muitos seres humanos já perderam há muito tempo: a humanidade.

Cães como Romerito estão espalhados por diversos lugares do mundo o tempo todo e alguns, com o passar do tempo e se tiverem a oportunidade, aceitarão um novo lar, mas outros talvez permanecerão em seu ritual diário de espera.

Romerito tem comovido internautas com sua história e o seu coração continua apertado esperando aquela porta, enfim, se abrir.

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