Jair Bolsonaro provocou uma aula de história forçada em muita gente no último domingo, 17. O deputado usou apenas alguns segundos para dar o seu voto a favor do impeachment de Dilma e dentre outras coisas, dedicá-lo a memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Tempo suficiente para que milhares de críticas e interrogações surgissem na internet.

Muitas pessoas se dedicaram a repudiá-lo, o acusando de fazer apologia à: ditadura, ao fascismo e a luta armada, quando na verdade o que houve foi o cumprimento do artigo quinto, incisos IV e VIII da CF.

Em uma semana de muitas críticas, teve quem não se contentasse com a concepção alheia e tivesse a valentia de encarar os livros ou a internet para saber mais sobre a vida de Ustra através de uma fonte imparcial, ou seja, que não o denegrisse ou o exaltasse sem explicações fundadas em provas concretas.

Após as pessoas ‘saberem’ que o Brasil quase se tornou um país comunista, e que foram os militares que impediram os militantes da luta armada de dominarem o país, bem como que o coronel escreveu livros contando toda a verdade e que pessoas o acusaram na época de tortura e depois mudaram de ideia e vice versa, chegamos à uma peça chave para essa história: Maria Joseíta, a viúva do coronel.

Através de uma entrevista à BBC Brasil, a viúva de Ustra foi confrontada pelo repórter sobre o fato do marido ter sido considerado um torturador. Joseíta deixou claro que Ustra nunca foi condenado em última instância e que o seu processo encontra-se ‘parado’ na justiça. Da mesma forma demonstrou sua indignação, dizendo que só houve prova testemunhal e acham isso suficiente para considera-lo torturador, quando o mesmo tipo de prova não serve para condenar os corruptos investigados na Lava Jato.

A professora aposentada também se diz emocionada pela homenagem prestada por Jair é direta: Bolsonaro tem o direito de homenagear quem quiser!”

Enquanto cerca de 17 mil pessoas, ou menos que isso devido os cadastros ‘fakes’pediram a cassação de Jair Bolsonaro, cerca de 20 mil já manifestam-se contra sua cassação em um abaixo assinado, além de uma petição pedir a cassação de Jean Wyllys por sua conduta indecorosa no último domingo, 17.

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Lula

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