Quatro dias após a aprovação do processo de impeachment de Dilma Rousseff por 367 votos na Câmara dos Deputados, a presidente da república viaja para Nova York, nos Estados Unidos e deixa Michel Temer em seu lugar.

A presidente participará de um evento considerado de ‘alto nível’ onde estarão as principais autoridades do mundo, para a assinatura de Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, que ocorrerá na sede da ONU (Organização das Nações Unidas). O acordo foi discutido no ano passado e a assinatura de todos os chefes de Estado que serão signatários ocorrerá no mesmo dia.

Impeachment

Embora Dilma, Lula, PT e cia façam o possível para barrar o impeachment no Senado, a possibilidade é cada vez mais remota de que obtenham sucesso em suas tentativas, pois a Casa conta com maioria de políticos da oposição.

Dente os oposicionistas incluem-se Aécio Neves, Aloysio Nunes, Marcelo Crivella, Magno Malta e Romário. Também vota a favor do impeachment a senadora Marta Suplicy, que pertenceu ao PT há pouco mais de um ano atrás, mas o abandonou pouco depois das eleições de 2014. Atualmente a senadora está filiada ao PMDB de SP.

Michel Presidente

Embora esteja cada vez mais próximo de se tornar realidade que Temer assuma o lugar de Dilma Rousseff, sua permanência na presidência corre risco de ser frustrada, pois o TSE anunciou que iniciou a coleta de provas para a cassação do mandato de presidente e vice.

Caso Dilma sofra o impeachment, Michel deve responder sozinho ao processo, que pode cassá-lo, bem como também pode ser arquivado. Se na pior hipótese para o atual vice presidente da república seu mandato for cassado, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, assume a presidência do Brasil, conforme dispõe a regra de legitimidade prevista na CF.

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Michel Temer Política

O artigo 80 da Carta Magna ainda determina que no caso de impedimento de todos os políticos listados (presidente da câmara, presidente do Senado e presidente do STF), deve-se realizar novas eleições em até 90 dias após o impedimento da última vaga, ou seja, da impossibilidade do quarto da linha sucessória, o presidente do STF.

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