O PSD (Partido Social Democrático) deve abandonar ainda nesta quarta-feira, 13, a base aliada do governo. Em uma reunião que começou no fim desta manhã, a discussão será justamente se a legenda apoiará ou não o processo de Impeachment contra a presidente da república. Antes mesmo do anúncio oficial do partido, segundo um gráfico do Estadão, já eram 308 deputados a favor do processo de impedimento. Cerca de 80 parlamentares estavam indecisos ou não haviam manifestado sua opinião. Ou seja, ainda faltam 34 parlamentares para que o documento passe pela Câmara e vá para o Senado. 

O partido presidido por Gilberto Kassad ainda tinha até esta terça-feira, 12, oito deputados a favor do governo.

Ao todo ,a sigla tem 36 nomes. A expectativa é que com a formalização o número de deputados contra o impeachment diminua. A formalização do PSD faz com que a derrota de Dilma fique a cada dia mais perto de realmente acontecer. Até ontem, a batalha parecia ainda muito acirrada, mas depois que o PP confirmou que não apoiará a companheira política do ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, esses números mudaram.

Antes mesmo do anúncio, um estatístico entrevistado pela Folha dizia que com os números anteriores o impeachment tinha 72% de chance de realmente ir para o Senado. Caso isso realmente aconteça, a votação no Senado deve acontecer ente os dias 04 e 08 de maio. Por lá, são necessários 50% dos Senadores para afastar a petista por 180 dias e investigá-la ou 60% para que ela seja deposta. 

Internamente, segundo diversos veículos de comunicação, Lula já estaria falando em se candidatar caso sejam convocadas novas eleições gerais.

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Mesmo que Dilma vença o processo contra ela, existe a expectativa para que esse pedido aconteça, pois seria visto como um sacrifício em um momento difícil. De um coisa é certa, em diversos pronunciamentos a presidente diz que o atual documento que tramita na Câmara contra ela é um "golpe", além disso, ela deu certeza que haja o que houver ela não irá renunciar.