Conforme era de se esperar, manifestantes anti-impeachment pretendem se reunir nas ruas nessa sexta-feira, 17, dois dias antes da votação que define futuro da presidente da república na Câmara dos Deputados.

O problema é que teme-se que tais movimentos, agendados para ocorrer em todo o país, não sejam pacíficos, pois a Frente Brasil Popular; movimento de esquerda que reúne mais de sessenta grupos sindicais e sociais, além de partidos como o PC do B, PT e PDT; usou a ‘Circular 11/2016’, para convocar que todos os grupos de esquerda que o integram saiam às ruas manifestando-se contra o Impeachment da presidente, além de fechar importantes vias de acesso, realizando paralisações e assembleias em empresas.

A Frente almeja ‘ações de impacto’ nos estados brasileiros, não especificando o que pretendem fazer, mas deixando autoridades em alerta com possível atos de vandalismo e violência. Os eventos, segundo, Raimundo Bonfim, que é coordenador da Central de Movimentos Populares, ocorrerão em ‘conjunto no campo e na cidade’.

O sindicato dos rodoviários de Salvador, anunciou ontem que realizaria uma paralisação de pelo menos 4 horas em prol a luta contra o impeachment. As paralisações devem prejudicar a vida de milhares de baianos que dependem do transporte público para trabalhar e ir à universidade e escola.

O secretario de mobilidade urbana de Salvador repudiou o ato do sindicato, pois há cláusulas que exigem um prazo de aviso prévio por parte da categoria que deseja realizar algum tipo de greve e que este contrato não está sendo respeitado pelos mesmos.

Os esquerdistas afirmam que o ato será apenas um ‘esquenta’ do que acontecerá no domingo, 17, e que também servirá como uma ‘prévia’ do que acontecerá no país caso o impeachment seja aprovado na Câmara dos Deputados no mesmo dia.

Sendo aprovado, o impeachment segue para o Senado, onde a maior parte dos senadores já se pronunciaram publicamente como favoráveis à saída de Dilma Rousseff.

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Michel Temer deve se pronunciar oficialmente após a aprovação do impeachment.

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