Este domingo, 03,  entrou para a história do jornalismo mundial. Um grupo internacional de jornalistas de vários países começou a divulgar o que deve ser o maior vazamento envolvendo corrupção da história de nosso planeta. Ao todo, são mais de onze milhões de arquivos ligados a políticos e empresários que foram conseguidos através de um escritório no Panamá. Muitos destes nomes enriqueceram de maneira ilícita, tendo escondido dados para evitar o pagamento de impostos. A investigação antes de sua divulgação teve que ser chegada e rechecada. No Brasil, o UOL, o Estadão e a RedeTV! tem direitos exclusivos sobre os documentos. 

A investigação já dura um ano e está sendo chamada pela mídia internacional como 'Panamá Papers', já que os papéis referem-se a uma empresa panamenha.

Pelo menos 128 políticos são mencionados de diversos países. Dentre eles, 12 são líderes mundiais. Nos documentos, negociações envolvendo parlamentares brasileiros também são evidenciadas. Um deles é Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados (PMDB - RJ). As informações da investigação são referentes ao trabalho exercido pela 'Mossack Fonseca' nos últimos 46 anos, envolvendo negociações entre 1976 e 2016. Por conta do número de documentos, o vazamento supera casos como o Wikileaks. 

Um dos maiores líderes mundiais, Vladimir Putin, presidente da Rússia, também é citado, mas indiretamente. Amigos do líder russo teriam enriquecido de maneira fabulosa, ocultando ganhos de dois bilhões de dólares no exterior. Outros presidentes, reis, ministros e políticos importantes, além de suas famílias, são mencionados.

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Até mesmo figuras públicas, como o jogador do Barcelona Lionel Messi e o ator Jackie Chan entram na saga da documentação.

De acordo com informações do site da 'Revista Exame', policiais da Lava Jato já miravam a empresa panamenha que ajudava a esconder a renúncia fiscal de diversas personalidades desde janeiro deste ano. A suspeita na época era de que a Mossack teria colaborado na ocultação dos nomes dos reais proprietários do polêmico Triplex no Guarujá, São Paulo, a quem investigadores acreditam ser do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até agora, essa hipótese não foi comprovada. No entanto, além do juiz Sérgio Moro, a compra do apartamento do Guarujá também é investigada pelo Ministério Público Estadual de São Paulo.

O nome de Lula não foi divulgado de forma direta ou indireta nessa primeira leva de revelações do 'Panamá Papers'. Apenas se fala que a empresa criou 107 offshores para 57 personalidades diferentes envolvidas no escândalo de corrupção da maior estatal brasileira, a Petrobrás. Além de Cunha, o nome do deputado João Lyra, do PTB alagoano também é citado.

  #Lava Jato #Investigação Criminal