Seja uma estratégia para transparecer tranquilidade ou de fato as negociações por votos surtiram efeito, deputados petistas afirmam aos risos que ‘o jogo virou’ e que ‘conquistaram’ mais votos nesse sábado, o suficiente para evitarem o Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

E se for verdade?

Engana-se quem pensa que uma derrota nesse processo do impeachment melhorará as coisas para o governo. Eduardo Cunha já anunciou há cerca de três semanas o seu plano B no caso do impeachment ser reprovado, levando novo pedido para votação.

Existem nove novos pedidos protocolados, sendo que a maior parte deles surgiram após o vazamento dos áudios de ligações grampeadas pela Polícia Federal, o que configuraria crime de responsabilidade sem precisar de muito esforço para provar.

Além disso, novos pedidos podem ser protocolados, o governo perdeu força, a oposição não dará sossego, o governo não possui muitos aliados e os movimentos pró-impeachment também não. A economia tende a piorar e o governo, não sabe governar.

Então, mesmo que algo ‘inexplicável’ aconteça nesse domingo e esse primeiro pedido de impeachment aceito seja barrado, existem outros nove para Cunha aceitar e segundo ele, aceitaria todos, motivo pelo qual sua integridade física foi ameaçada, precisando de reforço na sua segurança pessoal e de seus familiares.

E se o impeachment for aprovado?

Se for aprovado, o governo continua as ‘negociações’ com os senadores, entretanto, a maior parte deles já se declararam a favor do impeachment, sendo a maioria do PMDB, PRB e PSDB. Nomes de destaque como Aécio Neves, Aloisio Nunes e Marcelo Crivella são obstáculos a permanência de Dilma no poder.

Sendo aprovado na Câmara dos Deputados, a votação no Senado deve ocorrer entre final de abril e início de maio. Se for barrado, começa tudo novamente, até que o PT esteja fora do poder, entretanto, nesse sábado, 16, o deputado Jair Bolsonaro declarou que o PT não irá aceitar deixar o governo tão fácil e garantiu que eles estão usando as falsas ameaças do Estado Islâmico para fazerem atentados terroristas no Brasil no caso do impeachment ser aprovado e com isso, recuperarem o poder e deixar a culpa recair sobre os extremistas do islã.

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