O Sindicato dos Rodoviários de Salvadordecidiu manifestar-se contra o Impeachment de Dilma Rousseff nessa sexta-feira, 15, convocando uma paralisação de todas as linhas entre as 4h e 8h, horário de maior movimentação de cidadãos que se dirigem para o trabalho, escola e faculdades.

Segundo o sindicato, ‘os caras querem meter a mão’ nos direitos que eles conquistaram em 1940 e que em apoio ao governo petista, iam paralisar a circulação dos ônibus por 4 horas.

Daniel Motta, diretor de comunicação do sindicato, declarou ao Bahia Notícias que eles transportam a economia e que iriam parar em ‘defesa da democracia’.

Fábio Mota, secretário de Mobilidade de Salvador afirmou à imprensa que a prefeitura não foi notificada sobre a paralisação, mas que mesmo assim, iria reforçar o transporte público nessa sexta para evitar o máximo possível de transtornos para a população local.

O secretário também chamou a ação dos sindicalistas de ‘irresponsabilidade’, pois há cláusulas de aviso prévio no contrato de concessão e este não está sendo cumprido pela categoria ao pararem serviço essencial para apoiar o governo.

Guerra vermelha

Movimentos sociais prometem sair às ruas nessa sexta-feira, em várias cidades brasileiras.

Lula e Dilma também devem divulgar um vídeo pedindo o apoio da população contra o impeachment no decorrer do dia de hoje.

No domingo, a autoridades esperam pelo menos trezentas mil pessoas na Esplanada dos Ministérios e para evitar confrontos entre os manifestantes favoráveis e contra o impeachment, as Forças Nacionais farão a segurança do local em parceria com a Polícia Militar do Distrito Federal, além de duas cercas separadas porum corredor de oitenta metros de largura por um quilômetro de extensãoque dividirãoos dois movimentos.

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Nesses corredores ficarão autoridades de segurança armados para intervir caso alguém queira fazer confusão.

A polícia o exército devem fazer uma corrente humana em volta das divisórias para evitar que manifestantes se aproximem. A secretária de segurança pública do DF avisou no último fim de semana que estão proibidos o uso de cartazes com frases ofensivas e bonecos para ambos os grupos. Nenhum grupo pode acampar no local para esperar a votação de domingo, 17, devendo se dirigir para o local no dia do evento histórico.

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