No último domingo, dia 17 de abril, o Brasil presenciou uma sequência de cenas lamentáveis e micos que os deputados federais brasileiros pagaram em Brasília durante a votação pela admissibilidade do Impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Após subir ao palco e dizer “não” ao afastamento da Chefe do Executivo de suas funções, chamar Eduardo Cunha e Michel Temer de ladrão e traidor , o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) disse ter sido alvo de mais ofensas homofóbicas, iguais às que ele ouve diariamente de seus colegas parlamentares nos corredores do Congresso.

Jean reagiu e cuspiu no rosto de Jair Bolsonaro (PSC-Rio), após ser chamado de “bichinha” e “queima-rosca”.

O vídeo e fotos se espalharam pela internet e o deputado tratou logo de assumir que reagiu às provocações. Bolsonaro, contato, avisou que não deixará barato e irá processá-lo.

Na tarde de hoje um novo vídeo foi espalhado pelo Twitter e mostra que não foi apenas Wyllys que reagiu energicamente durante a noite de votação pela admissibilidade do impedimento.

Flávio Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado que foi alvo dos perdigotos de Jean, apareceu na sequência também tentando acertar o deputado do PSOL com um cuspe. Jean parece não ter visto, mas as imagens denunciam o ato.

Bolsonaro, contudo, nega ter tentado cuspir em Wyllys.

Veja o vídeo que flagra o momento de confronto entre Jean Wyllys e a família Bolsonaro:

Assista o deputado falando sobre o suposto "cuspe":

Opinião

O assunto ganhou repercussão internacional e virou piada também nos principais jornais do globo, como o New York Times e The Guardian.

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Lula

A maioria esmagadora da imprensa estrangeira tratou a votação como um “show de horror”, que deixou clara a hipocrisia que impera no país. Do lado de cá, os brasileiros ficaram dividido, tal como um time de futebol.

Do lado dos “vermelhos”, que pediam não ao impeachment a justificativa era clara: Dilma não cometeu crime de responsabilidade e não sabe processo. Do outro lado, manifestantes querem o afastamento da petista devido a diversas “trapalhadas” de seu governo. A abertura do processo de afastamento de Dilma foi comandado por Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados e acusado de participar diretamente de inúmeros processos de corrupção, entre eles o Lava-Jato.

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