Toda a fragilidade que expôs a política brasileira nos últimos dois anos está relacionada a uma investigação que acontece há 25 meses e que resultou na prisão de dezenas de empresários, políticos e empreiteiros de todo o país.

A Operação Lava-Jato perde credibilidade

A operação foi batizada de Lava-Jato por ter os contratos com a estatal brasileira, a Petrobras, como alvo de investigações. As ações foram conduzidas pelo juiz Sérgio Moro de Curitiba, cidade que já foi 'apelidada' por manifestantes contra o impeachment, de 'república de Curitiba', uma alusão à autonomia que o juiz desenvolveu nas operações da Lava-Jato, que sobrepôs órgãos superiores como o STF, e princípios estatuários, como a Constituição Federal.

Isso pode ser verificado pela parcialidade nas investigações e nos vazamentos e grampeamentos ilegais que aconteceram da presidente Dilma Rousseff. Tudo isso já fora abordado recentemente. A cada nova operação que a Lava-Jato ganhava, um nome era bordado e mais pessoas eram presas.

Muitos políticos foram citados na operação e sequer foram investigados, como o ex-candidato a presidência e senador, Aécio Neves do PSDB - MG, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha e muitos outros citados nas mais de 50 delações premiadas que aconteceram.

Ex-contadora pediu proteção à testemunha

A Operação Lava-Jato começou graças a uma ex-contadora que reuniu diversos documentos para a Polícia Federal. Essa contadora era ligada a Alberto Yousseff, a primeira delação premiada das investigações, que culminou em todas as outras operações. Foram meses de trocas de mensagens e recolhas de arquivos feitas por Meire Bonfim da Silva Poza.

Segundo a reportagem divulgada na revista Carta Capital, assim que a ex-contadora ingressar no programa de proteção à testemunha ela poderá delatar irregularidades na Operação Lava-Jato.

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No fim do mês de abril, uma gravação caiu na internet, na qual agentes intimidam um jardineiro que trabalhou no sítio em Atibaia, que é investigado na operação. Foi o primeiro sinal de enfraquecimento da operação, que após dois anos não conclui sua finalidade que era eliminar a corrupção dos contratos feitos pela Petrobrás.

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