O estupro de uma menina cometido por mais de 30 homens já está causando espanto em outros países, tanto que o jornal espanhol 'El País' está dando destaque não só ao crime em si, mas principalmente à forma como ele foi divulgado, por meio de um vídeo publicado no Twitter nesta última quarta-feira (25).

No vídeo a menina aparece nua e dopada, sendo violentada e suas partes íntimas sendo filmadas. O vídeo logo viralizou nas redes sociais e apesar das muitas críticas e denúncias, foi grande o número de pessoas curiosas que quiseram assistir.

Em um certo momento no vídeo aparece um homem posando ao lado da menina violentada e já ensanguentada. Rapidamente as denúncias chegaram à Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática que registrou diversas reclamações. O perfil do homem que divulgou o vídeo no Twitter foi excluído, mesmo assim a Polícia Civil está investigando e já conseguiu identificá-lo.

O Ministério Público do Rio de Janeiro recebeu quase mil denúncias anônimas e já tem em mãos boa parte do material divulgado na internet, mostrando a barbárie cometida pelos mais de 30 estupradores.

A 23ª Promotoria de Investigação Penal também já entrou no caso juntamente com a Delegacia Antissequestro.

A menina foi encontrada pela manhã, em uma praça, por um agente comunitário, que a levou em seu carro até a casa de sua família (da garota). Ela esteve no Instituto Médico Legal e também foi ao hospital, onde passou por uma série de exames e tomou um coquetel de medicamentos que irá ajudar na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. A avó da menina ficou horrorizada com as imagens que viu e o pai da garota disse que ela está traumatizada e chorando muito.

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A vítima tem apenas 16 anos, costuma ir para a comunidade onde fica vários dias sem dar notícias à família. Ela tem um filho de 3 anos que fica quase o tempo todo com a família.

O jornal espanhol 'El País' deu grande destaque ao caso e aponta no Brasil a prática de ficar compartilhando estes vídeos de estupro nas redes sociais, inclusive citou o perfil do usuário @michelbrazil7 que foi o primeiro a divulgar o vídeo e logo recebeu diversas críticas dos demais usuários do Twitter. Este usuário teve sua conta eliminada, mas terá que responder por tal ato, que é crime aqui no Brasil.

O 'El País' fez questão de lembrar que a cada 11 minutos acontece um estupro no Brasil e que as redes sociais estão servindo como meio de divulgação dos vídeos destas atrocidades.

Resta saber o que as autoridades e as empresas como Twitter e Facebook irão fazer algo para impedir que tais vídeos continuem sendo divulgados.

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