Desde que Michel Temer anunciou a redução de alguns ministérios, incluindo o MinC, que agora divide espaço com o Ministério da Educação, muitos artistas do passado e anônimos que 'vivem' da arte, seja em um palco ou nos bastidores, mostraram indignação com a decisão.

Nessa segunda-feira, 16, vários grupos culturais conhecidos como 'coletivos' tomaramo prédio doPalácio da Cultura Gustavo Capanemano Rio de Janeiro com o apoio do deputadoestadual Marcelo Freixo do PSOL.

Muitos deles acreditam que com o fim do ministério, acabará a Lei Rouanet, os incentivos à cultura, a promoção de eventos diversos que levam cultura à população, entre outros, o que os atingiria diretamente. O fato é que foi extinto um ministério exclusivo da cultura, mas a matéria não deixou de ser tratada nessa nova fase Política. O próprio novo ministro do MEC, Mendonça Filho, afirmou que essa preocupação de artistas é desnecessária, pois o governo não deixará de investir em cultura.

O começo do protesto do grupo foi um ‘abraço’ coletivo no prédio, depois ocuparamo local e afirmaram que viverão no prédio por tempo indeterminado, ou até o governo carioca conseguir uma ordem judicial para que a PM os convide à se retirar do local.

Nada de negociações

Apesar do protesto, o grupo não tem uma pauta de negociação para sair do prédio, pois acreditam que negociar é o mesmo que reconhecer o governo de Temer e isso o grupo não pretende fazer.

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Michel Temer Política

Participam da ocupação grupos ‘artísticos’, artistas anônimos, movimentos estudantis e funcionários de órgãos culturais.

Os ocupantes do prédio veem a transformação do MinC em uma secretaria como um fato que desvalorizou a área, colocando-a em um patamar de inferioridade e de pouca importância. Por conta disso, não querem a secretaria, mas sim a volta do ministério.

O socialista Paulo Freixo apoia que os ocupantes do local exijam a retomada do ministério para que eles possam ter mais ‘expressão cultural’.

O ato não deve influenciar na decisão do novo governo, que juntou dois ministérios para 'enxugar' gastos, uma vez que o governo de Dilma Rousseff quebrou o país e agora é preciso cortar o máximo de gastos possíveis para melhorar a economia brasileira.

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