Nesta semana, deve ser instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da União Nacional dos Estudantes (UNE). No entanto, de acordo com palavras da jornalista Vera Magalhães, do site da Revista Veja, a discussão investigativa dos parlamentares promete ter um clima de "tiro, porrada e bomba". Isso porque fazem parte do grupo que discutirá os rumos de verbas da UNE diversos nomes polêmicos da política brasileira, além disso, a organização a ser investigada já é "craque" em fazer protesto, o que promete dias muito movimentados em breve. 

A presidência da CPI será função da herdeira de Roberto Jefferson, a deputada federal Cristiane Brasil, do PTB.

Já quem fará a relatoria da Comissão é o deputado Marco Feliciano, conhecido por fazer parte da bancada evangélica. Marco foi eleito pelo PSC de São Paulo. O partido é o mesmo que elegeu vários nomes da família Bolsonaro, inclusive, Jair, pai e mais famoso do grupo. No dia 17 de abril, ele protagonizou o momento mais polêmico do ano, quando realizou uma menção ao Coronel Brilhante Ustra, que teria torturado a presidente afastada Dilma Rousseff. Ele foi cuspido pelo também deputado Jean Wyllys, do PSOL carioca. 

Na coordenação da CPI ainda terá uma tropa de choque do Partido dos Trabalhadores (PT). O grupo defenderá repasse de dinheiro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma para a UNE. Os estudantes consideraram que os presidentes petistas ajudaram bastante a organização. A defesa dos repasses do PT para o grupo que representa os estudante brasileiros ficará por conta de um deputado comunista, Orlando Silva, do PC do B.

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Na história política de Orlando, ele já presidiu a organização que agora irá defender. 

Lembrando que Orlando Silva chegou a subir à mesa durante a sessão do impeachment, tentando assim atrasar o pleito contra Dilma. Não deu certo e ela acabou perdendo por 367 votos. Já quem apontará os problemas nos repasses polêmicos é o filho de Jair Bolsonaro, Eduardo. “Vai rolar estilingada”, disse ao site da Revista Veja o vice-presidente da CPI, Bruno Covas, tucano de SP.