Nesta quarta, membros do grupo MTST ocuparam o hall do prédio em que fica o escritório da presidência. O protesto teve início às 14h30. Os protestantes se manifestam contra as medidas de cortes do presidente em exercício Michel Temer.

O ato teve início no vão livre do Masp, local conhecido por concentrar diversas manifestações na cidade. A confusão começou a partir das quatro horas da tarde, quando a Polícia lançou bombas de gás no intuito de dispersar o protesto. Nessa movimentação, pelo menos cinco pessoas foram presas e a polícia alegou que elas foram desobedientes com as autoridades.

O ato seguiu para o prédio que abriga o escritório da presidência em São Paulo. Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, está no local e afirma que o grupo não consegue mais ter interlocução com o novo governo. Ele diz ainda que sofreram violência policial no domingo passado, quando uma manifestação organizada pelo grupo foi removida à força por policiais. Na ocasião, eles se concentravam em frente à residência pessoal do presidente interino Michel Temer.

O ato de hoje é contra a polícia também, mas reivindica principalmente que se mantenha o acordo já despachado pela presidente Dilma (este foi um de seus últimos atos antes de ser afastada para a investigação de impeachment), do programa Minha Casa Minha Vida.

O líder do grupo diz que Temer está cancelando a entrega dos imóveis já acertados.

Num vídeo que circula pelas redes sociais, Boulos diz que por causa da violência policial sofrida no domingo passado e por não ter mais linha de contato com o novo governo, que ele afirma ser fruto de um golpe, seus manifestantes vão ficar instalados no hall do prédio. No vídeo, ele afirma que essa será a nova casa dos manifestantes do MTST.

A situação permanece bastante tensa e sem previsão de resolução no momento. A polícia está no local, mas até agora não colocou em prática nenhuma estratégia para retirar os manifestantes que se concentram no hall do prédio da presidência da República.

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