A equipe do presidente em exercício, Michel Temer, do PMDB, decidiu criar o programa 'Mordomia Zero'. A ação, é claro, não é oficial. No entanto, assim é nomeada internamente no gabinete do peemedebista. De acordo com o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, em reportagem publicada neste domingo, 12, o corte do uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) foi só o início de novas restrições de Temer contra a presidente afastada #Dilma Rousseff.

A representante do Partido dos Trabalhadores (PT) luta na justiça contra o impedimento presidencial, no qual é acusada de cometer crimes contra a nação, como o de responsabilidade, atuando nas chamadas "pedaladas fiscais". 

No entanto, Dilma apesar de ainda ser chamada de presidente não está atuando oficialmente no cargo.

Apesar disso, ela acredita que está e faz comícios políticos em todo o país. A companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva queria continuar fazendo esse tipo de campanha com dinheiro público. Os gastos com viagens, por exemplo, só em poucos dias depois do afastamento chegou a ultrapassar mais de R$ 100 mil. Somando todos os gastos, a representante do Partido dos Trabalhadores chegou a R$ 650 mil. 

A ordem agora é cortar tudo que não é extremamente essencial para a presidente afastada. A equipe de Temer quer, por exemplo, ter de volta pelo menos 20 dos 35 assessores especiais que a petista levou com ela. O ministro Geddel Vieira Lima finaliza levantamento dos assessores da de Dilma, cujas generosas diárias serão suspensas.

O governo federal já disse que se Rousseff não devolver os assessores em tempo razoável, esses serão demitidos.

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Novos assessores devem ser contratados. Nesta semana, Temer anunciou o corte de mais de 4 mil cargos comissionados. Eles eram conhecidos como "boquinhas". Isso porque muitos dos nomes estavam no governo há quase 14 anos, desde que Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o seu primeiro mandato. Temer quer fazer novos cortes até o fim do ano, evitando os chamados "espiões".  #PT