Carlos Cortegoso ficou conhecido em todo o país como o 'Garçom do Lula'. Apesar de nunca ter trabalhado nesse posto para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele recebeu essa denominação após receber mais de vinte e quatro milhões de reais nas campanhas da presidente afastada Dilma Rousseff. Neste sábado, 09, o blog político 'O Antagonista' publicou documentos que mostram que Carlos contratou o escritório Decreci & Claramunt Sociedade de Advogados. O mesmo escritório teria entre os seus sócios Márcio Decreci e Antonio Claramunt, o Toninho da Barcelona.

Testa de ferro?

De  acordo com o blog, evitando despertar o interesse da imprensa, Decreci é quem aparece publicamente como o responsável pelo local.

No entanto, a filha de seu associado, Claramunt, faz parte de um processo que é investigado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A entidade analisa as campanhas da presidente afastada pela reeleição, em 2014. 

Currículo sujo

Para quem não lembra, um dos sócios do escritório, Toninho do Barcelona, ficou conhecido em todo o país por conta do caso do Banestado. Ele foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro. Toninho também esteve envolvido em outro escândalo de corrupção, o mensalão. O sócio do escritório foi preso durante a chamada Operação Farol da Colina. A investigação feita pela Polícia Federal levou até à queda de um dos mais altos representantes da entidade em São Paulo, Francisco Baltazar. Ele que foi superintendente da PF também chefiou a segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante quatro campanhas à presidência. 

Empreendimento em plena campanha de Dilma

O empresário conseguiu na justiça que sua pena fosse flexibilizada.

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Com isso, ele teve tempo, por exemplo, para fazer uma faculdade privada de direito. Os estudos foram aprofundados e o prisioneiro conseguiu até uma carteira da Organização dos Advogados do Brasil, a OAB. O registro na entidade foi feito em 2010. Já na campanha eleitoral de Dilma Rousseff, no ano de 2014, ele abriu o escritório de advocacia com Decreci para atender a Focal, um grupo de comunicação que teria participado da impressão do material de divulgação da petista.