Juiz federal responsável pela condução do processo da Operação Custo Brasil, Paulo Bueno de Azevedo afirmou que o ex-ministro do Planejamento do governo Lula, Paulo Bernardo, “estava no ápice da organização criminosa”. Na última quarta-feira, dia 4, o juiz acatou a denúncia da Procuradoria da República, que acusa Paulo Bernardo e mais outros doze denunciados de terem desviado verbas a partir da Consist, empresa de softwares responsável por administrar empréstimos de servidores públicos.

Segundo a denúncia, Bernardo recebeu cerca de R$ 7 milhões entre 2010 e 2011. O juiz também afirmou que Paulo Bernardo continuou se beneficiando do esquema até meados de 2015.

Outras figuras denunciadas no esquema são os petistas João Vaccari Neto e Paulo Ferreira, ex-tesoureiros do partido. De acordo com a operação da Polícia Federal, os desvios ultrapassam a barreira dos R$ 100 milhões.

Os acusados responderão agora pelos crimes de #Corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. Segundo a decisão do juiz, Bernardo “tinha ciência de tudo e agia sempre por intermédio de outros agentes”. A defesa do ex-ministro nega qualquer envolvimento com o esquema, afirmando que Bernardo “não participou” dos acordos da Consist com órgãos federais. Os advogados de Vaccari e Ferreira também negaram participação ou ciência de seus clientes no esquema, afirmando não haver “comprovação” e criticando as chamadas delações premiadas. Para os advogados dos petistas, os delatores envolveram os nomes de seus clientes para poderem se livrar de suas próprias acusações.

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