Uma professora, de 37 anos, da cidade de Goiânia/GO, foi presa nesta quarta-feira (10), acusada de matar a própria filha recém-nascida e esconder o corpo durante cinco anos, dentro de um armário. Segundo a delegada da Polícia Civil, Ana Cláudia Stoffel, a professora teria cometido o crime porque o pai do bebê não era seu marido, mas um amante.

O caso foi descoberto nesta terça-feira (9), após o ex-marido da mulher encontrar a caixa com o corpo em um escaninho.

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A mulher e o ex-marido, com quem era casada na época do crime, estão separados desde outubro do ano passado, quando ele descobriu uma traição da esposa. Como moravam em casas separadas desde o fim do ano passado, o apartamento do casal estava fechado. Nesta terça, ele foi buscar alguns pertences pessoais no apartamento, pois o mesmo foi colocado à venda, e encontrou uma caixa toda lacrada. Quando abriu a mesma, sentiu um cheiro muito forte e acionou a polícia.

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Segundo a delegada Ana Cláudia, a mulher teve a menina em março de 2011, um bebê saudável, nascida de parto cesariana em uma Maternidade particular da cidade. Ela recebeu alta um dia depois e confessou, que desesperada e por medo de o marido descobrir que havia sido traído, visto que o mesmo já havia feito uma vasectomia e não podia ter filhos, e sem ter como levar a menina para casa, asfixiou a bebê e escondeu o corpinho dentro do guarda-roupa por 20 dias.

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Segundo a professora, o marido viajava muito, era muito ausente e não sabia da gestação. 

Para que ninguém notasse o cheiro do corpo, ela colocou a recém-nascida, ainda com a pulseira da maternidade e o cordão umbilical, em muitas sacolas plásticas. Após os 20 dias, colocou-a em uma caixa com papelão e mais plástico e trancou dentro de um armário no apartamento em que morava. 

De acordo com a delegada, a mulher foi presa em flagrante por ocultar cadáver e poderá responder por homicídio qualificado.

A professora, que confessou o crime, informou que não teve coragem de se desfazer do corpo da filha, que era como se ela estivesse sempre com ela e por isso mantinha o corpo no local, mas para a delegada, ela nunca quis a gravidez, visto que não realizou nenhum atendimento médico, nem fez enxoval para a criança

A polícia investigará agora se outras pessoas sabiam do crime, ou mesmo se participaram do homicídio. Ao ser apresentada nesta quarta-feira, a professora chorando, disse estar arrependida e falou que o ex-marido sabia da gravidez desde os seis meses da mesma, mas não contou se ele ajudou no assassinato e na ocultação do corpo.

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