Uma grande confusão interrompeu a passagem da tocha olímpica pela cidade de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (3). Manifestantes protestavam no trajeto da tocha quando foram reprimidos pela tropa de choque da polícia militar do Rio de Janeiro. Os manifestantes - incluindo mulheres e crianças - foram atacados pelos soldados com tiros de balas de borracha (muito à queima-roupa, o que pode provocar graves lesões) e bombas de gás lacrimogêneo. O que deveria ser um evento festivo se transformou em uma batalha campal quando os manifestantes revidaram atirando pedras e garrafas nos policiais. Veja o vídeo do confronto entre a polícia militar e manifestantes:

A manifestação foi organizada por professores da rede municipal de ensino da cidade, que reclamam do parcelamento de seus salários.

Um homem identificado como Cisão foi preso após baixar as calças e exibir, nas nádegas, a frase "fora Temer". 

O vídeo mostra o momento em que a polícia tenta liberar a via atirando nos manifestantes. Muitas crianças são vistas correndo com medo dos tiros. Um dos policiais atira à queima-roupa em ao menos duas pessoas, sendo uma delas uma mulher que tentava afastar um rapaz da confusão. Ela chega a cair, mas não aparenta ter sofrido nenhuma lesão mais grave. Vale ressaltar que especialistas em segurança recomendam que as balas de borracha sejam usadas a uma distância mínima de 20 metros dos manifestantes, mas apenas no caso de manifestações violentas. No vídeo, o tiro é dado a cerca de dois metros da vítima. Minutos depois, os manifestantes pararam uma viatura dos bombeiros que passavam e pedem socorro para alguém que está machucado, mas o vídeo não mostra a vítima. 

Mesmo com a violenta repressão policial, os manifestantes não saem das ruas.

Os melhores vídeos do dia

A polícia então atira bombas de gás lacrimogêneo ou de efeito moral. Um homem com uma criança no colo reclama da ação. Crianças são vistas chorando. A população, revoltada, começa a chamar os policiais de covardes. O vídeo foi postado pela página O Caxiense. Quando a caravana da tocha finalmente consegue passar, é fortemente vaiada.