A confusão entre os presos teve início durante o horário de visitas. De acordo com o comandante da equipe do Batalhão de Operação Especiais (BOPE), no último domingo (16), vinte e cinco presos morreram durante o confronto na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, que é localizado em Boa Vista, capital do estado de Roraima.“Os presos não querem deixar as pessoas que estão lá dentro saírem com medo da polícia entrar na unidade e conter a confusão. É uma situação bastante complexa”, relatou um PM que estava no local.

De acordo com um Policial Militar que estava na unidade, alguns presos invadiram a ala onde estavamalguns integrantes da facção do Comando Vermelho (CV) para poder matá-los.

A briga se iniciou às 15h (17h de Brasília), e vários familiares não tiveram tempo de sair do local e foram mantidos Reféns por alguns dos detentos. A grande maioria dos reféns era formada por mulheres, que só foram libertadas logo após as equipes do BOPE entrarem no presídio, isso já no fim da noite.

“Todos os reféns foram liberados. Tinham 50 reféns em cada ala. Mais de 90% eram mulheres”, afirmou Uziel Castro, secretário de Justiça e Cidadania (Sejuc).Após ser libertada, uma mulher relatou que os presos estavam armados com pedaços de madeira e facas.

A rua de entrada que dá acesso à penitenciária foi fechada pela polícia, equipes do BOPE foram acionadas junto com o Instituto Médico Legal (IML) para perícia e remoção dos corpos dos detentos mortos.

O serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi chamado para ajudar as pessoas feridas e vários outros agentes penitenciários que estavam de folga foram também acionados para dar apoio.

Tudo chegou ao fim logo após a entrada tática das equipes do BOPE nos pavilhões e logo foi constatado, segundo o comandante Falkner, que vinte e cinco detentos morreram durante a confusão, sendo que sete deles foram decapitados e seis foram queimados.

O Presidio Agrícola de Monte Cristo é a maior unidade prisional do estado de Roraima, estando atualmente com uma superlotação, com mais de 600 presos a mais do que o limite de vagas.

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