Foi divulgada hoje, quarta-feira (26), a proibição, por parte do Exército Brasileiro, da fabricação do modelo de pistola 24/7.40 S&W, feita pela empresa Forja Taurus, que passa por um processo administrativo. Está suspensa também a comercialização da arma até que sejam concluídas as investigações contra a companhia. Além disso, todos os armamentos do modelo supracitado, que estejam na linha de produção ou no estoque do estabelecimento, deverão ser apreendidos até segunda ordem. A ação foi iniciada, depois que inúmeras denúncias foram feitas relatando problemas com as armas, que supostamente colocariam em risco os policiais e agentes públicos que a utilizam.

O Estado fornecia, até então, aos policiais  militares e civis do Rio de Janeiro, o modelo de pistola proibido pelo Exército.

A deliberação consta no ofício número 4029, e foi enviado pelo Comando Logístico (COLOG) do Exército Brasileiro para a secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná. As investigações feitas através do Processo Administrativo Sancionador, promovidas pelo Exército, apontam que a arma fabricada pela Taurus, não corresponde ao modelo aprovado pelos militares inicialmente. Os laudos demonstram que houve modificações em alguns componentes do armamento, tais como na trava e no tirante do gatinho. O projeto inicial seria a pistola 840, e as investigações levam a crer que não foram respeitadas as normas para a confecção da arma exatamente como constava no desenho do protótipo inicial.

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Omdocumento ainda dispõe que essa mudança na fabricação vai de encontro com as normas estabelecidas pelo registro perante o Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados, e que demonstra uma violação na lei e no compromisso assumido durante a obtenção desse registro.

Diante dos fatos, serão aplicadas as medidas necessárias para punir a empresa, uma vez que a arma colocava constantemente em risco a vida dos agentes que a estavam usando. Ainda foi constatada pelo Exército uma falha nas políticas dos Órgãos de Segurança Pública em fiscalizar e dar manutenção nos armamentos, uma vez que os policiais ficam sob posse permanente das armas, e fazem por si só os consertos necessários. A empresa também será indiciada por não prestar esse serviço de manutenção e por não alertar aos usuários de seus produtos sobre essa necessidade. A Taurus se mostrou solícita e disse estar ajudando ao máximo o Exército com as investigações, e que todas as medidas cabíveis serão feitas para solucionar o problema.