Entre os anúncios de diversos produtos em uma página de ofertas na internet, um em especial chamava a atenção até a última segunda-feira (26): o que estampava um bebê de cinco meses.

A polícia já foi acionada e está investigando para chegar até a autoria das imagens, publicadas no site de e-commerce. A investigação começou depois que prints do anúncio começaram a circular nas redes sociais, gerando e espanto de muitos internautas desde o último domingo de Natal (25).

Pelo que consta na “oferta”, o bebê, que parece ser uma menina, é de Fortaleza, Ceará. Nas descrições o suposto pai justifica a transação dizendo que não tem condições de cuidar da menor.

De acordo com Eulógio Neto, que atua no Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares (FCNCT) pelo Estado do Ceará, a Polícia Civil foi acionada por meio do Conselho Tutelar, que por sua vez recebeu a denúncia encaminhada pelo FCNCT.

Ainda não há a certeza de que houve de fato a intenção de comercializar a menor. Uma mulher chegou a simular interesse na aquisição da bebê, mandando uma mensagem para o suposto pai, por meio do aplicativo WhatsApp. Como resposta, recebeu a informação de que o caso não passava de uma brincadeira de mau gosto do tio da menor. A internauta contou a experiência no Facebook em tom de indignação.

E na última segunda-feira (26), a publicação foi retirada do site de ofertas.

Não se sabe se pelo administrador do site ou se pelo suposto anunciante.

Brincadeira ou não, segundo Eulógio, o ato deve ser configurado como #Crime, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Ele, que também é vereador pelo PSC em Fortaleza, diz que os pais serão encontrados e podem ser responsabilizados caso fique claro que sabiam ou compactuaram com o anúncio, ainda que tenha sido apenas um trote.

Está previsto no ECA punição para estes casos. Pelo Estatuto, prometer ou efetivar a entrega de filho em troca de qualquer tipo de recompensa financeira, gera penalidade de 1 a 4 anos de prisão, além multa.

E ainda segundo o ECA, os eventuais interessados que em efetivar a aquisição também respondem com a previsão das mesmas penas atribuídas a quem comercializa o menor.

#Investigação Criminal