O Acidente aéreo, ocorrido na última quinta-feira (19), que vitimou o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki e mais quatro pessoas, deixou no ar muitas dúvidas. O primeiro a aventar a hipótese de que talvez não tenha sido um mero acidente, foi o presidente da Ajufe (Associação dos Juízes Federais). Em nota, Roberto Veloso pediu que o caso fosse investigado, devido à responsabilidade de Zavascki como relator da Operação Lava Jato.

O avião

Segundo especialistas, como por exemplo o consultor aeronáutico Francisco Lyra, o modelo daquele avião, o GT90 King Air, possui os mais modernos equipamentos de navegação e, em termos de segurança, pode ser equiparado a um Mercedes, sendo apropriado para pouso em pistas curtas e sem pavimentação.

O piloto Raul Marinho declarou que "por suas características, era o modelo de aeronave mais indicado para o voo entre Campo de Marte e Paraty", rota do avião em questão.

O piloto

Com 30 anos de carreira, Omar Rodrigues era considerado por seus colegas o mais experiente e grande conhecedor da pista de Paraty, para onde transportava o proprietário da aeronave Carlos Alberto Filgueiras, também morto no acidente, quase todos os fins de semana. No Campo de Marte, de onde partiu para sua última viagem, Omar proferia palestras e instruções para outros pilotos, para os quais era considerado um professor.

Filho do ministro pede investigação

Francisco Zavascki, filho de Teori que confirmou a notícia da morte do pai em sua página no Facebook, concedeu entrevista ao programa Fantástico da Rede Globo no domingo (22), na qual demonstrou grande preocupação.

Os melhores vídeos do dia

Francisco contou que a vida do pai era sempre envolvida com trabalho, mas que a pressão aumentou quando Teori assumiu a relatoria da Lava Jato. A responsabilidade pela homologação das delações premiadas da Odebrecht, fizeram com que o ministro ficasse "mais recluso", para resguardar a própria segurança. Segundo Francisco, o ministro costumava dizer que "Brasília não é para amadores". E não sem razão, não apenas o ministro, mas também a família, sofreram ameaças por causa das decisões de Teori nos processos da Lava Jato: "Ameaças mais leves, menos leves, muito por rede social, telefone, email e tal. Isso meio que virou até rotina para nós...Deixava todo mundo apreensivo com o que poderia acontecer..."

Perguntado se acredita na hipótese de sabotagem, Francisco respondeu que não quer acreditar: "Tem que se investigar muito e investigar de forma séria, a fundo... Seria terrível ter um juiz, seja de que instância for, assassinado. Pagando com a vida por causa de um processo. Foi uma coincidência e tanto, não foi?", indaga o filho do ministro.