O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, segue preso desde o dia 17 de novembro de 2016, quando foi detido na ''operação Calicute'', da Polícia Federal. Além dele, foram detidas outras sete pessoas, todas envolvidas no esquema de Corrupção. Há fortes indícios que Sérgio Cabral teria lucrado milhões com a concessão de contratos públicos.

O Ministério Público do Rio de Janeiro calcula um prejuízo equivalente a R$ 220 milhões no desvio de verbas. As concessões eram fechadas em troca 5% de propina que eram repassados pelas construtoras ao governo do Rio de Janeiro. Informações dão conta que Sérgio Cabral teria recebido em torno de R$ 3 milhões para conceder a reforma do estádio do Maracanã para empresa Andrade Gutierrez.

Agora preso no Conjunto Penitenciário de Bangu, na última semana, Cabral teria recebido a visita de Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em entrevista para o jornal ''O Globo'', Picciani relatou que o ex-governador encontra-se muito abatido e no momento anda desesperado com receio de sofrer represálias por parte dos detentos.

Ainda de acordo com Picciani, durante a visita, Cabral teria solicitado para que ele conversasse com o governador Pezão, a respeito do envio de um caminhão pipa para Bangu. Segundo ele, quando o presídio contava com a abundância de água, o ex-governador era muito aclamado entre os presos e agora com a água racionada, faz dois dias que Cabral não toma banho, pois teme por sua integridade física.

Cumprindo duas prisões preventivas que foram decretadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e Paraná, aquele que um dia foi o homem mais poderoso do estado do Rio de Janeiro, agora tem que se habituar a sua nova rotina na cadeia.

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Bem distante da vida luxuosa que levava, em sua mansão no Leblon, além de frequentar inúmeros hotéis e restaurantes de luxo em suas viagens pela Europa.

Agora o ex-governador terá que conviver com os demais presos da galeria D, que é destinada aos detentos que possuem cursos universitários. Assim como Sérgio Cabral, seu secretário de obras, Hudson Braga, e mais quatro pessoas seguem presas. Com exceção da comida mal cozida, parentes e amigos do ex-governador estão aptos a levar qualquer iguaria que ele desejar.