Uma briga de trânsito acabou com a morte de uma pessoa no último dia de 2016. Na manhã deste último sábado, um agente da Polícia Rodoviária Federal atirou 7 vezes em uma caminhonete Hillux, onde estavam várias pessoas. Adriano Correia Nascimento, que estava dirigindo o veículo, não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso aconteceu em Campo Grande e o vídeo já circula pelas redes sociais.

Um rapaz de 17 anos que estava na caminhonete foi atingido nas duas pernas, mas não corre risco de morrer.

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A caminhonete bateu em um poste e Agnaldo Espinosa da Silva, de 48 anos, que também estava no veículo, acabou sendo lançado pela janela e machucou o ombro. Os dois foram encaminhados para a Santa Casa, onde foram rapidamente atendidos.

Adriano morreu após ser atingido no pescoço, braço e também no tórax. Ele era proprietário de um restaurante japonês em Campo Grande. O agente da PRF já prestou depoimento e disse que os disparos foram em legítima defesa. No vídeo é possível ver o adolescente sentado no chão. Ele acusa o agente policial de ter atirado contra eles sem nenhum motivo.

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Polícia

Testemunhas revelam o que aconteceu

Populares que viram toda a briga disseram que a Hilux chegou a fechar o policial que estava em uma Pajero, deixando o agente muito nervoso e dentro da Hillux alguém disse que ia chamar a "polícia de trânsito" para resolver o problema. Ainda de acordo com algumas testemunhas, o motorista da Hillux ligou o veículo e ameaçou ir embora. Foi quando o policial começou a disparar vários tiros contra o automóvel.

Adriano perdeu o controle do carro após ser atingido por diversos disparos e a caminhonete veio a chocar-se com um poste.

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O impacto foi tão grande que o poste caiu sobre o veículo. O homem que foi arremessado para fora do carro é tio do jovem que foi atingido nas pernas.

Os populares usaram seus celulares para pedirem socorro e em pouco tempo equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar de Trânsito e também do Samu chegaram ao local. E pouco tempo depois chegou a Polícia Civil e também uma funerária.

O agente policial que fez os disparos deverá ser acusado de homicídio doloso e foi encaminhado para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário.

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