Está circulando nas redes sociais um vídeo em que supostos integrantes do crime organizado do Rio Grande do Norte fazem claras ameaças de morte aos membros da facção rival, o Primeiro Comando da Capital (PCC), ao governador do Estado e também à polícia.

Com camisas amarradas na cabeça para preservar suas identidades, os criminosos dizem que vão continuar promovendo ações violentas fora dos presídios, como resposta a todos que de alguma forma atacam os membros do chamado Sindicato do Crime.

O vídeo deixa claro que enquanto os governos transferirem presos do PCC para as cadeias e presídios do RN, os criminosos em atividade fora das grades vão reagir matando policiais e tocando o terror nas ruas das grandes cidades.

Dois bandidos aparecem nas imagens. O primeiro, de camiseta azul, já começa se apresentando como membro do Sindicato e dando o recado: “Vamos começar a fazer os bagulho doido nas ruas, porque estão mexendo com nossos irmão dentro da cadeia e o estado aqui é nosso.

Os PCC aqui não tem vez não. Pega os PCC bote para Caraúbas, Pau do Ferro, mas não mexa na cadeia de nós não. As cadeias do Rio Grande do Norte é tudo Sindicato, é tudo nosso (sic)”.

E finaliza dizendo que “PCC ou volta para São Paulo ou vai pro inferno, que o bagulho vai endoidar a partir daí (sic)”.

O outro meliante, com a camisa branca na cabeça, usa a palavra e se dirige diretamente ao governador: “Só um recado para o governador.

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Polícia

Ou tira os psico aqui de Natal, ou nós vai tocar fogo em tudo, matar Polícia. Nós não tá de brincadeira não, seus arrombado. Tá pensando o que? Aqui é Sindicato do Crime, 18 14. PCC vai se f..., polícia vai morrer. Arrombado”.

No Rio Grande do Norte, em especial da Penitenciária de Alcaçuz, que fica na capital Natal, ainda acontecem rebeliões. Os presos estão no controle, incendiando pavilhões e matando outros detentos, num desafio diário a Governo do Estado, que já apelou ajuda para as Forças Nacionais e pretende erguer um muro para separar os presos de facções rivais.

Nesta quinta-feira (19) mais dois custodiados foram mortos no presídio.

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