Nessa sexta-feira, 24, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, tomou uma decisão que mexeu com o Brasil. Ele decidiu dar um habeas corpus para o ex-Goleiro Bruno, conhecido em todo o Brasil por ter sido condenado pela morte da ex-amante, mãe de seu filho, Eliza Samudio. A mãe de Eliza, ao saber da notícia decidiu tomar uma atitude. Sônia Mora disse ao jornal carioca 'O Globo' que reagiu com indignação ao saber da notícia. A soltura do ex-atleta mexeu com o país e trouxe de volta a polêmica da morte de Eliza, que anos depois não teve o seu corpo encontrado. "Infelizmente não podemos confiar na Justiça dos homens, só na de Deus. É uma dor que reacende", disse Sônia Mouro.

Bruno está preso desde o ano de 2010.

Ele, inicialmente, foi condenado a 22 anos, mas os seus advogados arranjaram provas de que houve um erro nas provas apresentadas pelo crime. Por isso, pediram um novo julgamento. O Ministro do Supremo concordou que Bruno deve responder ao novo julgamento em liberdade e argumenta que o famoso preso tem residência fixa e sempre colaborou com os investigadores, não tendo, inclusive, nenhum antecedente criminal. Durante a prisão, o comportamento de Bruno foi exemplar. A ele foram dadas as chaves das celas dos companheiros. Todos respeitavam Bruno, que ficou emocionado ao saber que seria solto ainda nesta sexta-feira, 24. Em tempo, até o fechamento dessa reportagem, por volta das 20h, no horário de Brasília, o ex-goleiro aguardava os trâmites para sua libertação.

Sônia, mãe de Eliza, cuida hoje do Neto, Bruninho, de apenas sete anos.

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Ela disse que não interessa se o ex-jogador está ou não arrependido e que o ex-atleta, segundo ela, ficou pouco tempo preso para quem teria cometido um assassinato. O advogado Lúcio Adolfo, que aguarda a soltura do preso, informou que o seu cliente, de trinta e dois anos, recebeu as propostas de diversos clubes para voltar a jogar.

“Sei que tem propostas de trabalho em alguns times de futebol", disse o advogado, que ainda revela ser difícil a reinserção na vida social do ex-detendo.