Terapeutas familiares, especialistas do comportamento humano, o Governo e as autoridades de modo geral são unânimes em afirmar que a desagregação dos laços familiares certamente constitui o problema mais premente da sociedade moderna, influenciando negativamente no que diz respeito à situação de insegurança que reina em vários países, como no Brasil. Mas não é só a insegurança que é causada com o abalo da relação dos parentes no seio familiar, pois as pessoas ficam ainda com a sensação de que não têm mais um espaço de refúgio ou abrigo para enfrentar as adversidades inerentes do dia a dia.

Tanto é assim, que muitos jovens infratores, ao serem indagados do que gostariam de ter, a resposta é uma só, a saber, uma família realmente estruturada e protetora.

Por outro lado, independente da atribuição de valores do que é certo ou errado, até mesmo porque o que se passa na vida privada dos indivíduos, em muitas ocasiões não é algo tão simples de se saber, vem da cidade de Campestre, localizada no Estado nordestino do Maranhão.

Uma senhora de nome Maria de Lourdes, com 66 anos de idade, teve o pedido de prisão solicitado pelo Conselho Tutelar daquela região.

Alguns podem estar se perguntando o que essa mulher, que já não é jovem, fez de tão grave para que fosse pedido o seu encarceramento: a resposta está na explicação de Mario Junior Melo, atual diretor responsável do Conselho, o qual explicou que Maria agrediu de modo irracional o filho menor, com 13 anos de idade, sendo as letras M.

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A. M. como iniciais do nome e sobrenome do adolescente.

O representante em questão do Conselho Tutelar maranhense falou que o garoto indefeso foi surrado com uma sinta pela mãe, sem ter a possibilidade de defesa. Ainda por cima, após a agressão, foi obrigado a se ajoelhar por uma hora como uma forma de reforçar o castigo.

Por sua vez, a senhora Maria de Lourdes fez questão de esclarecer ao delegado responsável pelo caso que ela, de fato, havia batido no filho.

Todavia, ela fez questão de detalhar o ocorrido, uma vez que ela disse que, ao chegar em casa, viu um celular totalmente novo na posse do filho, fazendo com que ela ficasse desconfiada e indagasse ao garoto onde ele conseguiu o objeto, já que o mesmo não exerce nenhum tipo de atividade remunerada. A resposta de M.A.M. foi evasiva e só se resignou a dizer que achou o aparelho.

Como se não bastasse tamanha versão mal contada pelo filho, poucas horas depois, um rapaz bateu na porta de Lourdes falando para que o celular fosse devolvido e acusou o filho dela de ter invadido a residência dele e furtado o telefone.

Dona Maria disse também que não foi a 1ª vez que o seu filho havia praticado ações erradas, justamente por isso ela se sentiu no dever de corrigi-lo com tanto rigor.

A questão é que, por causa da surra no garoto, a mãe dele sofreu indiciamento por agressão, não sendo liberada da delegacia. Pelo contrário, Maria continua aguardando o comparecimento de um advogado público ao local, visto não ter condições financeiras para custear um defensor particular. Quanto ao adolescente, ele até foi para a delegacia, para ser liberado em seguida, uma vez que é menor de idade.

O jovem foi realmente vítima de uma covardia da mãe, essa deve continuar presa, ou os valores se perderam de vez e o que é certo virou errado? Dê a sua opinião.

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