Um vídeo com cenas muito fortes está sendo compartilhado na internet onde uma mulher acusada de ter colocado fogo em uma casa e gerado a morte de uma criança aparece sendo brutalmente espancada.

Populares a jogaram em uma fogueira, com o objetivo de queimar a suspeita viva. E tudo isso aconteceu no terreno da delegacia onde a acusada estava detida.

As imagens foram feitas na última terça-feira (7), na cidade de Novo Aripuanã, a cerca de 230 quilômetros de Manaus, no Amazonas.

A vítima que aparece no vídeo ensanguentada é Luzinete de Costa Gama, de 30 anos de idade.

Publicidade

Ela está internada em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro de Tratamento de Queimados, anexo ao Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, em Manaus.

Várias partes do corpo da mulher foram queimadas e ela respira com a ajuda de aparelhos. Além de queimaduras de segundo grau em pelo menos 20% do corpo, incluindo as vias áreas, ela sofreu traumatismo craniano.

Conforme informações divulgadas na mídia local, a vítima de linchamento é acusada por populares de ter incendiado criminosamente um imóvel.

No local estava uma criança, que veio a falecer.

A Polícia Civil de Novo Aripuanã informou detalhes sobre a depredação da delegacia, seguida do linchamento. Mas não confirmou, no entanto, se trabalha com a hipótese da moça ser a autora do citado incêndio que causou a morte do menor.

Segundo os agentes, um grupo de moradores revoltados com a situação foi até a sede da delegacia para exigir punição rápida para a mulher, que já estava presa. Não satisfeitos com a detenção dela, os manifestantes radicais passaram a jogar gasolina no local e atearam fogo na parte externa da unidade.

Publicidade

A partir daí, conseguiram pegar a suspeita, que foi espancada e teve principalmente os membros superiores e o rosto queimados. Na confusão, sobrou até mesmo para o delegado titular da unidade policial. Vinicius de Melo não conseguiu conter os ânimos e chegou a ser atingido na cabeça por uma pedrada.

Depois de resgatarem a mulher do linchamento coletivo, os policiais civis a encaminharam para o hospital e informaram que, após a alta ela, será levada para uma cadeia de outra cidade.