Em reunião realizada nesta segunda-feira (27), em São Paulo, na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), dirigentes das principais centrais sindicais do país, bem como lideranças de entidades sindicais dos metroviários e eletricitários, definiram promover uma greve geral no dia 28 de abril, contra a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e contra a Terceirização, propostas do governo federal que foram aprovadas pela Câmara dos Deputados.

A decisão unânime foi após uma análise da conjuntura nacional, em especial das crises política, social e econômica.

As lideranças acreditam que esta mobilização superará a do dia 15 de março.

Em nota à imprensa, as lideranças disseram que darão um "alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara dos Deputados, que o governo Temer quer impor ao país". Disseram, ainda, que tais reformas significam o "desmonte da Previdência Pública e a retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas]".

Assinam a nota: Adilson Araújo, Presidente da CTB; Antonio Neto, Presidente da CSB; José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central; Paulo Pereira da Silva (Paulinho), Presidente da Força Sindical; Ricardo Patah, Presidente da UGT; Vagner Freitas, Presidente da CUT; Edson Carneiro (Índio), Secretário Geral Intersindical; Luiz Carlos Prates (Mancha), Presidente da CSP-Conlutas; e Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), Presidente da CGTB.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, disse que é "fundamental mostrar que estamos firmes na nossa unidade e que a sociedade nos apoia".

E acrescentou: “A população está vendo que essas medidas irão atingir, indiscriminadamente, toda a sociedade, mas principalmente as camadas mais pobres, por isso nós das centrais estamos tendo esse apoio”.

Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), "o que pode alterar o cenário que vivemos atualmente é o nosso calendário de lutas, a começar pelo dia 31 de março, de luta e a paralisação rumo à greve geral no dia 28 de abril contra retirada de direitos. É hora de fazer greve, de a gente conversar na fábrica, na igreja, na escola e mostrar que se não nos mobilizarmos, todos os direitos serão jogados fora".

O deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), disse, no website da central sindical, que o objetivo das centrais é "demonstrar ao governo toda a nossa insatisfação com as referidas reformas e, ao mesmo tempo, sensibilizar os parlamentares para que apoiem nossa causa". Ele informou, ainda, que a central está estudando a possibilidade de recorrer à Justiça contra a Terceirização, em função de sua inconstitucionalidade desta reforma.

O presidente da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates (Mancha), avalia que as manifestações do dia 15 de março "demonstraram que é possível parar o país e é isso que nós vamos fazer no dia 28 de março".

Para o metalúrgico e presidente nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores Unidos (PSTU), Zé Maria, agora "é colocar a mão na massa e organizar a greve geral". Ele propôs que os ativistas sociais organizem comitês nas cidades, municípios, bairros, nas ruas, nas empresas, nas escolas, e que cobrem dos sindicatos a realização de assembleias em prol da greve.

Zé Maria disse, em sua página no Facebook, que "não há mais recuo, temos que acabar as negociações. Vamos acabar com a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e a terceirização.

Não vamos permitir que esse governo e esse Congresso Nacional, cheio de corruptos a serviço das grandes empresas, acabem com os nossos direitos".

Paralisação convocada pelas principais centrais sindicais do país promete ser uma sonora negativa às reformas implementadas pelo governo Temer. Vamos acompanhar.

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