A CSP-Conlutas - Central Sindical e Popular - produziu materiais para aumentar o conhecimento dos trabalhadores das reformas propostas pelo Governo Temer, em especial as reformas da Previdência, Trabalhista e Terceirização.

No seu documento "Os verdadeiros motivos e consequências da atual proposta de Reforma da Previdência", a CSP-Conlutas destaca alguns mitos divulgados pelo governo atual (e anteriores), como o do déficit da Previdência.

Mostra que a Previdência Social é parte do sistema Seguridade Social, no qual consta a saúde e a assistência social.

A central sindical deixou claro que os recursos da Seguridade Social vêm de diversas fontes, entre elas, dos trabalhadores e empregadores, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Cofins, PIS e Simples. "Todos os anos, até o presente momento, esse fundo teve sempre superávit.

Em 2010 chegou a ser de 241 bilhões de reais", destacou a CSP-Conlutas.

Ressalta, ainda, que o superávit do sistema Seguridade Social poderia ser superior se houvesse por parte do governo federal firmeza em por fim à renúncia fiscal, que ultrapassou R$ 64 bilhões; e de 2011 a 2015, o governo deixou de cobrar dos empresários mais do que o triplo dessa dívida.

Há uma dívida de R$ 426 bilhões com a Previdência Social que o governo deveria cobrar, com firmeza, dos devedores.

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Governo

Este valor supera o alegado déficit da Previdência. Em março de 2017, a Agência Brasil noticiou que o déficit (em 2016) estava em R$ 258,7 bilhões.

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) também produziu novos materiais convocatórios (e de conscientização) sobre as reformas propostas pelo governo federal, nas quais, sublinhou a central, embutem "verdadeiros riscos" para o trabalhador brasileiro. A entidade cita em seus materiais a Terceirização sem limites, a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista.

"A CUT lutará incansavelmente contra todas essas mudanças que precarizam ainda mais as relações de trabalho e a população pobre, rurais, indígenas, mulheres e negros", disse em nota divulgada nesta quinta-feira (20).

Em 3 de abril, a Força Sindical enviou ofício para todas as entidades sindicais filiadas à central em prol da organização da greve geral. "O movimento sindical e os trabalhadores estão enfrentando um violento ataque contra os direitos sociais e econômicos previstos na Constituição Federal e na CLT, ataque que quer, também, esfacelar a estrutura sindical", destacou a central.

Disse, ainda, estar concretamente "empenhada no êxito das mobilizações de 28 de abril".

Em matéria publicada pela Agência Estado, nesta quarta-feira (19), o presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho) disse que se o presidente Michel Temer não negociar com os trabalhadores sofrerá uma "grande derrota", em especial com o caos financeiro que resultará na alta do dólar, derrubadas da Bolsa de Valores e da credibilidade do Brasil no mercado internacional.

Em nota divulgada em 6 de abril, a UGT (União Geral dos Trabalhadores) convocou seus sindicatos filiados à organização da greve geral de 28 de abril. O presidente da central, Ricardo Patah, disse que este momento é histórico na luta dos trabalhadores e dos brasileiros em geral, pois "precisamos defender os poucos direitos que conquistamos com muito sangue e suor”. Acusou o governo Temer de estar a serviço dos interesses de grupos poderosos e que as reformas mais urgentes são a tributária e a política.

O presidente da NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), José Calixto Ramos, em nota divulgada nesta quarta-feira (19), reforçou a convocação de todas as entidades sindicais filiadas à NCST à greve geral. Disse que não se pode compactuar com essas reformas apresentadas pelo governo, pois poderão agredir os direitos do trabalhador. Sustentou que só com investimento, qualificação e valorização do trabalho é que o país voltar a crescer.

Essas reformas intrigam: o governo quer oferecer aos trabalhadores uma nova aposentadoria digna ou um Plano Funeral? É compatível com o mercado brasileiro, por exemplo, obrigar um trabalhador contribuir ininterruptamente por 49 anos para conseguir a integralidade da aposentadoria?

O vídeo a seguir sintetiza os efeitos da Reforma da Previdência.

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