Pode isso? Pregar para os fiéis na igreja a importância da família, da fidelidade, do respeito ao cônjuge e, na intimidade, fazer tudo diferente?

Na cabeça de um marido traído pela esposa que ainda por cima é pastora, esse tipo de situação é inadmissível. E para demonstrar toda a sua indignação, o rapaz que deu o flagrante na traição da mulher resolveu chamar uma viatura policial e encaminhar a mesma para a delegacia.

Tudo foi gravado e publicado nas redes sociais. O conteúdo viralizou.

Ele apenas esqueceu de um detalhe: a prática de adultério não é mais considerada crime no Brasil. Sendo assim, embora possa ser imoral o que a pastora fez, não é ilegal e nem ilícito.

O que o marido corno deveria ter feito então? O que ele bem entendesse. Pedir a separação é uma das alternativas. O que ele também não pode fazer é agredir a mulher.

Isso sim é crime, previsto pela Lei Maria da Penha. Outro problema que ele incorre, no âmbito civil, é a exposição premeditada da adúltera. Isso caso tenha sido ele mesmo o responsável pela publicação do vídeo que ficou famoso. A atitude é passível de uma ação por indenização de danos morais.

A polêmica toda aconteceu esta semana, no Maranhão. Segundo a imprensa local, o escândalo envolve a pastora Albeani Santos, residente da cidade de Bacabal.

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Polícia

Ela seria integrante da igreja Assembleia de Deus Pioneira.

Na hora em que foi flagrada no motel, a moça teve de lidar com a revolta do marido. Ela a pegou pelos cabelos e pelos braços e a prendeu em frente ao estabelecimento, dizendo que só sairiam dali para a delegacia. O homem, cujo nome não foi divulgado, chamou então uma viatura e a obrigou a aguardar até que os policiais chegassem. Sua intenção era justamente oficializar em boletim de ocorrência o flagrante do adultério.

Como estudante de Direito que ele diz ser, a atitude talvez tenha sido tomada para prejudicar a moça na hora da partilha de bens. Não se sabe se o B.O. foi mesmo feito.

“Olha gente, uma pastora que eu peguei na frente de um motel. Eu peguei ela no motel. Sou trabalhador, trabalho lascado para sustentar ela e no final ela me dá isso”, grita ele para os curiosos, sem deixar que ela vá embora.

Populares chegam a pedir para que ele a solte, mas ele se nega e segue com a humilhação.

De acordo com alguns veículos locais, a adúltera certamente ficará com a imagem prejudicada, pois tinha prestígio na igreja e costumava viajar para outros templos evangélicos como representante da Assembleia de Deus.

O flagrante no motel se deu, inclusive, na cidade de Macapá, no Amapá.

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