Uma mulher identificada como Albeani Santos, que seria Pastora da Assembleia de Deus, Regional Pioneira, foi flagrada pelo marido saindo de um motel em Macapá, no estado do Amapá.

'Pecado da Carne'

A mulher, que nasceu em Bacabal, no estado do Maranhão, foi flagrada pelo marido no estabelecimento e literalmente a puxou pelos cabelos e fez um escândalo gigantesco.

A pastora, que prega fidelidade e respeito à família (e ao marido) deveria colocar o que ensina em prática, mas "em casa de ferreiro o espeto é de pau".

O marido alega, ainda, que esse foi um dos piores momentos que já passou em toda sua vida.

Consternado, o homem chama a Polícia e a encaminha a própria mulher para delegacia.

Veja o vídeo:

O vídeo viralizou nas redes sociais e mostra o homem gritando e puxando, até de forma agressiva, a mulher pelos cabelos.

Ainda não satisfeito, o agressor diz que as pessoas deveriam filmar, porque a mulher era "uma pastora que ele pegou em frente ao motel".

Tentando se defender, a mulher pede para que ele a solte e diz "não faz isso!".

Mas o homem não solta de jeito nenhum e afirma com convicção que não está agredindo a esposa, mas que "apenas" a flagrou no motel. Ainda justifica o ato dizendo que é trabalhador e que se "lascava" para sustentá-la, recebendo, em troca, infidelidade.

Ainda, o homem frisa o fato de que Albeani é uma pastora, fazendo alusão à conduta moral que ela deveria praticar, conforme os dogmas da sua igreja.

A pastora é bem conhecida dentre o público evangélico, especialmente em seu estado natal e viaja o Brasil inteiro "pregando" a palavra de Deus.

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A pastora e seu marido foram encaminhados à delegacia, até porque ela também foi vítima de agressão por parte do marido.

Muitas doutrinas evangélicas condenam a infidelidade e até mesmo o divórcio entre cônjuges.

Entretanto, em vista do fato ocorrido, pode ser que, por ora, a pregação da pastora seja um pouco contestada por seus fiéis, já que ela aparentemente se desviou do "caminho" e não tem colocado em prática os seus próprios ensinamentos.

Crime de agressão

Ainda que o marido tenha chamado a polícia, é bem provável que ele "se dê mal".

Desde a égide da Lei nº 11.106/05, que alterou diversos dispositivos do Código Penal Brasileiro, o adultério (infidelidade) não é mais considerado como crime. No máximo, serve como justificativa para indenizações por dano moral, contestação ao pagamento de pensões (frise-se, não é regra que a pensão deixe de ser paga por causa disso, o que depende da análise do caso concreto pelo juiz do processo) e outros aspectos de natureza civil.

Por outro lado, o homem agrediu a mulher. Para ele, a princípio, vigora a Lei Maria da Penha. Ou seja, ao que tudo indica, quem vai levar a pior é o marido.