Um pai se ajoelhou no corredor do hospital, suplicando a Deus que salvasse sua filha recém-nascida. Alice já estava há 20 minutos sem quaisquer sinais vitais quando um padre se aproximou daquele pai que sofria e pediu para batizá-la. Milagrosamente, a criança reagiu e voltou a respirar.

O pai de bebê, Afonso Valladão, de 32 anos, diz que foi um #milagre de Deus, pois sua filha chegou a ter três paradas cardíacas.

A criança, que nasceu em Brasília, está internada na UTI neonatal do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e sofre de uma doença rara que eleva o nível de ureia no cérebro, podendo levar à morte. A menina foi liberada para ir para casa 3 dias após o nascimento, apesar de os pais desconfiarem de alguma coisa, pois a bebê chorava muito.

Choro constante

Alice foi para casa, mas não parava de chorar. Era um choro intenso, que durava horas. No mesmo dia, os pais regressaram ao hospital, mas o médico disse que eram cólicas e apenas receitou o medicamento Tylenol. Chegando em casa, os pais notaram que a bebê estava num estado letárgico, com os braços moles e sem reflexos ou movimentos.

Inicialmente, Alice ficou internada na UTI pediátrica do hospital de Brasília, onde os médicos disseram que ela estava desidratada. Mas, o estado da criança só piorava e o pai, que estudou medicina, chamou um médico de confiança, que disse que a bebê parecia apresentar alguma disfunção neural.

Como em Brasília ninguém parecia acertar o diagnóstico, Afonso decide levar a filha para um tratamento mais especializado em São Paulo.

Cirurgia delicada

No Hospital Sírio-Libanês, os médicos foram verificar os níveis de amônia no sangue de Alice e ficaram apavorados, pois esses índices eram quatro vezes maiores que os de uma criança em coma.

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Foi então que levaram Alice para a mesa de cirurgia para colocar dois cateteres embaixo da clavícula e, depois, a ligaram a uma máquina de diálise, onde ficou por 10 horas.

No entanto, apesar dos níveis de ureia no sangue baixarem, um dos cateteres travou e a criança teve três paradas cardíacas. Quando os médicos disseram que não podiam fazer mais nada, Afonso pegou-a nos braços e começou a suplicar a Deus para que salvasse sua filha, clamando por misericórdia.

Foi quando o padre Fernando Moreira, capelão do hospital, passou pela UTI pediátrica e, sem saber do que se passava, pediu para batizar Alice. Depois da bênção do padre, a menina volta a respirar. O padre, que passou a acompanhar a menina no hospital, juntamente com os pais, disse que ela "foi tocada por Deus".

Dívida milionária

Alice precisa de um transplante de fígado, que custa R$ 1,8 milhão no Sírio-Libanês. Somente para dar entrada na UTI do hospital, os pais tiveram que assinar um cheque-caução no valor de R$ 350 mil. Cada médico que atende a menina no hospital cobra cerca de R$ 1 mil por visita.

Como os pais não têm dinheiro para arcar com os custos hospitalares, que chegam a R$ 100 mil por semana, eles recorreram a uma campanha de arrecadação de fundos nacional e internacional na internet. Até agora, segundo Afonso, a "vaquinha" tem dado para pagar a conta que irá salvar a vida de Alice. #pediatria #bebê ressuscita