Um homem, que completaria 46 anos de idade nesta sexta-feira (1º), teve sua vida destruída por um acidente de trânsito brutal. Gilmar Barbosa da Mata era um pintor que morava na cidade de Osasco, na Grande de São Paulo, e tinha decidido usar a bicicleta como principal meio de transporte pela primeira vez. Prestes a aniversariar, o trabalhador foi 'presenteado' com uma morte brutal que chocou e revoltou a opinião pública. O caso aconteceu na noite desta quarta-feira (30).

Gilmar foi atropelado enquanto voltava do trabalho para sua casa, em uma avenida de grande movimentação de veículos em Osasco, denominada Nações Unidas, e acabou morrendo em função da gravidade dos ferimentos provocados pelo acidente.

Ciclista foi arrastado por 2 km até a morte

Segundo informações da polícia, Gilmar estava de bicicleta trafegando pela avenida e foi atingido por um veículo. O ciclista ainda segurou no capô do carro [VIDEO], que o arrastou por aproximadamente dois quilômetros ao longo da avenida. Grudado ao carro e sendo arrastado pelo chão, o pintor só conseguiu se soltar próximo ao viaduto que dá acesso à Marginal Tietê, mas não resistiu aos ferimentos provocados pelo brutal atropelamento [VIDEO].

Ainda de acordo com a polícia, o acidente foi registrado já no final da tarde, por volta das 18 horas e estava escuro. O caso será investigado como homicídio doloso, que é aquele que acontece quando não há intenção de matar.

Polícia trabalha para identificar motorista

Parte do acidente fatal foi registrado pelas câmeras de segurança de um posto de combustíveis e está sendo usado para auxiliar nas investigações.

A polícia já conseguiu identificar a cor e o modelo do carro, mas ainda não há informações sobre as placas de identificação.

Nas redes sociais, acidente gera revolta

Nas redes sociais, muitas pessoas comentaram o acidente e manifestaram imensa indignação e revolta com o que aconteceu. A ONG Bike Legal, que apoia o uso da bicicleta como meio de transporte, postou informações sobre a notícia da morte do ciclista e classificou o atropelamento como crime. "Gilmar está morto. Isso não se chama acidente. Foi crime!", afirmou em seu perfil no Facebok.

Muitos outros internautas fizeram postagens defendendo o ciclista e criticando a impunidade às pessoas que praticam crimes. "Assim como o juiz que liberou o policial assassino no RJ, que tinha 49 multas por alta velocidade, esse aí também vai ser liberado, sociedade insana e selvagem, é revoltante!", afirmou um internauta, na mesma rede social.

"Como pode uma pessoa arrastar outra pessoa por quilômetros e não parar, realmente é o fim dos tempos, inacreditável a falta de piedade dessa pessoa", comentou outro usuário.