Não é todo dia que pessoas aceitam cumprir pena por livre e espontânea vontade, mesmo as pessoas que roubaram e sabem disso. Nos últimos finais de semana, no entanto, um homem foi "substituto" de um detento no Presídio de São João do Rio do Peixe, município do sertão da Paraíba. Tudo isso podia passar despercebido, pelos agentes penitenciários, se não fosse por uma denúncia feita à diretoria da cadeia.

Após a denúncia, os diretores do presídio fizeram a contagem dos presos, onde apurou que um homem que estava na cela não havia sido condenado.

Segundo a Polícia Militar, o homem foi flagrado cumprindo pena no lugar de um detento, durante os finais de semana. Ele contou à polícia que recebia R$ 50 por final de semana para ficar no lugar do preso. Ele disse ainda à diretoria do presídio que o condenado havia adulterado as fotos de seu documento de identidade para que pudesse entrar e sair do presídio sem ser identificado.

Após a descoberta, o homem foi levado ao município de Poço de José de Moura, onde a polícia encontrou o condenado. Os dois foram conduzidos para prestar depoimento na delegacia de Uiraúna.

Outros casos

Essa não foi a primeira vez em que a penitenciária de São João do Rio do Peixe falhou em sua missão de isolar os presos da sociedade. Em 2013, após uma revista nas celas do presídio, a direção da cadeia apreendeu um telefone celular utilizado pelos detentos.

Na ocasião, nenhum preso assumiu ser o dono do aparelho. Mesmo assim, quatro suspeitos, ocupantes da cela de onde foi encontrado o celular, foram conduzidos à delegacia da cidade, onde foi realizado exame de corpo de delito e depois voltaram à cadeia municipal.

Rebelião

Em 2015, o presídio, que na época contava com 38 detentos, teve uma rebelião durante a hora de sol. Segundo a diretoria do presídio, apenas 10 apenados participaram do motim e destes, cinco ficaram feridos.

A confusão teria sido iniciada após uma discussão em uma partida de futebol.

Durante a rebelião, atearam fogo em vários objetos e alguns presos ficaram feridos. A rua, do presídio, ficou isolada, para que nenhum presidiário pudesse fugir. No local, havia viaturas de várias cidades. O motim, que teve início às 7h30, só teve fim após o meio dia. Ambulâncias das cidades ao redor do presídio foram acionadas para socorrer os feridos.

Após a rebelião, a diretoria da penitenciária fez transferência de alguns presos com o intuito de não haver novos motins.

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