Élida Souza Matos, mulher do Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga, prestou depoimento na 10° DP de Brasília, ao perceber que estava sendo seguida por vários dias. De acordo com ela, os carros sempre eram diferentes para tentar enganá-la, mas ela desconfiou que houvesse alguma coisa errada e procurou a polícia.

Para ter certeza se o seu carro não tinha nada que estivesse chamando a atenção de alguma pessoa, ela o levou a uma oficina mecânica.

No local, descobriram que existia uma caixa metálica prateada, embaixo do assoalho presa com imãs. O laudo do Instituto de Criminalística informou que aquele objeto era um rastreador.

Quatro dias após de ela registrar o caso, um detetive particular chamado Ailton Francisco Ferreira prestou depoimento e disse que foi contratado pelo advogado Alexandre Luiz Amorim Falaschi para vigiar Élida a pedido de um cliente dele.

O detetive afirmou ter instalado um GPS no carro dela para monitorar os seus passos. Ele receberia R$ 10 mil pelo serviço.

Marido suspeito

Para a surpresa de Élida, seu marido, o ministro Admar Gonzaga, pode estar por trás do seu monitoramento. De acordo com as informações, o ministro teria pedido para o advogado Falaschi arrumar algum investigador para seguir a sua mulher. O ministro queria ter informações sobre o que sua mulher fazia enquanto ele estava ausente.

O advogado de Admar, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que não sabia sobre esse fato, que os dois estavam vivendo bem e ressaltou que seu cliente também não confirmou o ocorrido.

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Governo

Em decorrência do ministro do TSE ter foro privilegiado, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e tem como relator o ministro Celso de Mello. O decano da Corte é também responsável sobre a suposta agressão que Élida chegou a sofrer do marido.

Agressão

No começo de junho, Élida chegou a registrar um boletim de ocorrência acusando o ministro de agredi-la. Por ele possuir foro privilegiado, a delegacia de Brasília encaminhou o caso para o Supremo.

O advogado de Admar disse que aquilo havia sido uma briga doméstica, um simples desentendimento e que tudo já estava bem, inclusive, Élida fez uma retratação na delegacia.

Admar foi um dos ministros que participou da votação onde foi absolvida a chapa Dilma-Temer, o que proporcionou que o presidente Michel Temer continuasse no poder. Junto com Admar, votaram os ministros Napoleão Nunes Maia, Tarcísio Vieira e Gilmar Mendes.

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