Após o fatídico episódio de segunda-feira (21), o aluno, de 15 anos, que agrediu a professora Marcia de Lourdes Friggi com socos numa Escola localizada no interior de Santa Catarina, Indaial, prestou depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (23). Assumiu a agressão, contudo minimizando os fatos. Afirmou que não dera socos, mas um empurrão. E somente reagira após ter sido supostamente xingado pela professora. Sobre o sangramento, afirmou que foi a unha que arranhou o supercílio e isso provocou o incidente do sangue.

Controvérsias nas alegações

A Polícia Civil não creditou na declaração do aluno, pois o machucado da professora condizia com socos e não com empurrão, pois havia um inchaço condizente com aquela agressão. Além disso, existem outras testemunhas que serão ouvidas. Segundo o depoimento da professora, desde o início o aluno apresentou uma postura violenta, arremessando o livro contra ela, e com xingamentos de baixo calão como: “Eu boto onde eu quiser. Vá se f.”.

O menor foi alertado sobre não mentir em depoimento e estava acompanhado pela mãe e advogado.

Aluno arrependido declara violência doméstica

A respeito da reação violenta que tivera no ambiente escolar, o menor relatou que em casa assistiu seu pai bater em sua mãe e que até mesmo ele era vítima dessas agressões. Disse que seu pai era alcoólatra e que já ficou em coma depois de um desses episódios de violência. Mesmo com esse histórico, afirma que atualmente não faz uso de drogas e frequenta uma igreja evangélica.

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O que a lei diz sobre esse caso

Ainda se espera escutar outras testemunhas até o fechamento do caso. Porém, em outro episódio ocorrido no Mato Grosso em janeiro deste ano, um aluno agrediu uma professora e os pais receberam a punição, pois o artigo 5º da lei prevê que: “Caso comprovado ato de violência contra o Profissional do Ensino que importe em dano material, físico ou moral, responderão solidariamente a família do ofensor, se menor, o ofensor e a instituição de ensino".

A legislação foi publicada no Diário Oficial datada em 26 de dezembro de 2016, e sua proteção se estende também a dirigentes, supervisores, inspetores, coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais das escolas.

Por fim, esse episódio traz à tona novamente as discussões sobre violência nas escolas e como esse combate poderia ser mais efetivo na sociedade. Além de levantar questões a respeito da redução da idade penal em casos hediondos.

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