Os pais devem estar atentos aos perigos que as crianças e adolescentes correm. E eles estão por todo o lado. Algumas vezes são óbvios, outras, nem tanto. Nem sempre os adultos se dão conta dos riscos que uma criança está sujeita quando usa um determinado objeto. É o caso dos hand spinners, por exemplo. O brinquedo virou uma verdadeira febre em 2017 e pode ser visto nas mãos de crianças por toda a parte.

No entanto, apesar de parecer um brinquedo inocente, ele esconde um perigo real e os pais precisam estar cientes disso. Um caso que aconteceu este mês no Rio Grande do Sul acendeu a luz vermelha de alerta. Em Porto Alegre, uma criança de apenas 4 anos engoliu a bateria de um spinner e teve de ser submetida a uma endoscopia para a retirada do objeto do seu estômago.

O acidente aconteceu pouco tempo após os pais presentearem o filho pequeno com o brinquedo.

A criança passou mal e logo os adultos perceberam que ela havia engolido a bateria do brinquedo. Tratava-se de um modelo muito comum no mercado, que acende luzes de LED enquanto gira.

A criança foi encaminhada para o Hospital da Criança Conceição na capital gaúcha e, por coincidência, foi atendida pela doutora Ana Regina Ramos. Ela é diretora da Sociedade Pediátrica Gaúcha. Diante da situação, a entidade tratou de emitir um alerta pedindo para que os pais e responsáveis fiquem cientes do perigo e aumentem seus cuidados em relação ao brinquedo.

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Saúde

No caso da bateria, o risco para a Saúde da criança é bem grande. Há vários perigos. Um deles é de que as descargas elétricas possam provocar queimadura na parede do estômago. Além disso, os ácidos presentes na bateria do spinner podem acabar vazando e provocar corrosão e lesões no órgão. Tudo isso pode resultar em hemorragias e ter consequências graves para a saúde.

Se a bateria não estiver no esôfago ou no estômago é preciso esperar que o objeto engolido pela criança seja expelido naturalmente nas fezes.

Dependendo da extensão dos danos provocados é necessária a intervenção cirúrgica e a internação do paciente por vários dias para avaliação dos danos provocados no aparelho digestivo.

Os acidentes envolvendo hand spinners têm acontecido com certa frequência e o INMETRO já havia alertado anteriormente dos perigos inerentes ao uso desse tipo de brinquedo. A recomendação, para aumentar a segurança das crianças, é somente comprar o brinquedo que contenha o selo do INMETRO.

Isso garante que o spinner foi testado e aprovado pelo instituto e que o mesmo está dentro dos padrões de segurança.

Mas, na prática, o brinquedo é fabricado sem nenhum controle e vendido livremente no comércio irregular. A procedência do produto é incerta, mas não é difícil concluir que a maioria vem da China e entra no Brasil através do Paraguai. Em junho, por exemplo, foram apreendidas cerca de 14 mil unidades do brinquedo sem nota fiscal vindo desse país.

Enfim, o perigo existe e os pais devem ficar de olho. A recomendação do INMETRO é que o brinquedo só seja utilizado por crianças com mais de 6 anos de idade e, mesmo assim, sempre com a supervisão de um adulto.

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