Depois de uma grande operação integrada que apreendeu armas, municão e deteve traficantes na madrugada, a comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, voltou a registrar intenso tiroteio neste sábado, dia 23. Segundo noticiado pelo portal UOL, a troca de tiros começou por volta das 13h e durou mais de 10 minutos, assustando moradores e profissionais da imprensa que estão cobrindo os recentes conflitos que eclodiram na comunidade.

Durante a madrugada de sexta para sábado, diferentes setores da polícia e exército se uniram para realizar uma operação integrada para combater os traficantes que tem atuado no local.

Segundo a Agência Brasil, foram apreendidos 16 fuzis, - sendo 10 na comunidade do Caju - além de munição, equipamentos de transmissão de rádio, dinheiro e drogas.

Cinco pessoas acusadas de ligação com o tráfico também foram detidas na operação, entre eles Luiz Alberto Santos de Moura, traficante conhecido como Bob do Caju.

Em um dos incidentes, um motorista de táxi foi abordado por traficantes próximo à Rocinha, sendo obrigado a adentrar a comunidade. Antes de conseguir chegar à Rocinha, o veículo foi parado por uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), que entrou em confronto com os criminosos.

Após troca de tiros, os bandidos conseguiram fugir, deixando armas, munição e outros itens para trás. De acordo com a reportagem, os criminosos portavam equipamentos como fuzis e granadas, que foram apreendidos pelos autoridades.

Além de policiais, a comunidade recebeu reforço do Exército, que está atuando para tentar controlar a situação no local. As forças governamentais foram destacadas à Rocinha após pedido do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ) ao presidente Michel Temer (PMDB).

Secretário de segurança pede que moradores auxiliem a polícia e o exército

Em entrevista coletiva concedida na manhã deste sábado, o secretário de segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, pediu ajuda aos moradores da Rocinha para que os policiais e os agentes da Força Nacional consigam cessar os confrontos na região e prender os traficantes que dominam o tráfico na comunidade.

“Nós queremos retomar a paz, queremos voltar à normalidade”, disse o secretário, que afirmou ainda que a situação na Rocinha está estabilizada, e que a comunidade já está saturada com um número de agentes suficiente para lidar com a situação.

Acompanhando Sá na coletiva, o general Mauro Sinott, responsável pelo comando da segurança no local, endossou as palavras do secretario e afirmou que a polícia e o exército estão contando com o auxílio da comunidade para manter a paz no local.

“Eles são as pessoas que podem nos ajudar”, disse o general, que também elogiou as operações realizadas durante a madrugada, afirmando tê-las considerado “um trabalho muito bom, com um bom rendimento”.

Sá afirmou ainda que as autoridades estão checando todos os dados repassados por denúncias e levantados por investigadores, e que a polícia está perseguindo os criminosos que tentaram deixar a Rocinha através da mata que cerca parte da comunidade. O secretário também afirmou que a intenção é evitar fugas e deter os bandidos que ainda estão se escondendo na mata e em casas da comunidade. Fortemente armados, oficiais do exército e da polícia têm realizado buscas tentando encontrar criminosos que estão se escondendo na Rocinha.

O secretário também afirmou que a ajuda das Forças Armadas na segurança da comunidade pode ser extendida, mas que a definição deste tema depende de decisão do Ministério da Defesa. Sá também afirmou que criminosos que desejarem se render terão seus direitos constitucionais preservados. “Nós queremos a prisão sem confronto”, disse.

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