Batizada de Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti – Minustah - a missão de paz no Haiti que teve como líder o Brasil se revelou uma ação de grande sucesso para a Diplomacia brasileira. O objetivo do Brasil foi ser um provedor de paz, auxiliando a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, além de, politicamente, pleitear uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Foi com muito trabalho que a ONU movimentou o mundo para ajudar a reerguer o Haiti e o Brasil exerceu papel preponderante nessa missão. Com as funções de garantir a segurança interna, combater a violência nas ruas, apoiar medidas favoráveis a estabilização política e garantir retorno seguro dos refugiados, os chamados, capacetes azuis (em sua maioria brasileiros), demonstraram competência e determinação, conquistando honra internacional a nação brasileira.

É preciso registrar que esta já era a terceira missão de paz no Haiti e durou de 2004 até 2017. Inobstante a mudança de expectativas que o Brasil causou ao chegar em solo haitiano, teve que suportar situação grave no país, notadamente a deposição do Presidente Jean Bertrand Aristide. Investindo no desarmamento, os capacetes azuis conseguiram eliminar as milicias e grupos rebeldes o que possibilitou a realização de novas eleições em 2006.

Em 2010, um terremoto assolou o país, destruiu a capital Porto Príncipe, deixou uma marca de sangue e perdas irreparáveis para o país e para o mundo. Nesse catastrófico terremoto tivemos a perda da Srª Zilda Arns, médica brasileira que lá estava. Após cinco anos, outro furacão passou pelo Haiti, e mais uma vez as tropas brasileiras (cerca de 37 mil militares passaram pelo Haiti) entraram em atuação para ajudar o povo haitiano.

Em que pese tamanhas adversidades, paradoxalmente, a liderança militar brasileira representada na pessoa de nossos honrados comandantes, mudou os rumos da história do Haiti. Uma escola aqui, outra escola ali, hospital, postos de atendimentos, manteve o fluxo do comércio estável e as atividades voltaram a fluir em prol a civilização.

Garantida a estabilidade e a democracia, recentemente, em 30 de agosto de 2017, o governo brasileiro, por intermédio anunciou que o Brasil deixará o Haiti.

O fim das atividades no Haiti não retiram a importância do Brasil para possíveis missões futuras,notadamente, missões que poderão ser realizadas em solo africano.

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