O Batalhão de Choque da Polícia Militar do Rio fez uma nova operação na Rocinha hoje (22/09), e um intenso tiroteio se espalhou pela comunidade, traficantes fortemente armados fizeram disparos contra policiais que cercavam a comunidade.

Diversos comboios do exército, marinha e aeronáutica se deslocaram de várias partes da cidade do Rio de Janeiro, transformando a cidade em uma zona de guerra. Blindados, caminhões e até helicópteros trouxeram as tropas para a comunidade, que vive uma guerra entre traficantes há pelo menos uma semana.

Agora a tropa de militares do exército está cercando toda a área para liberar os policiais do Rio, e podem invadir o morro e ir ao confronto com as quadrilhas de traficantes de drogas que dominam a área.

Segundo o ministro, 10 mil militares poderão ir para o confronto com o tráfico. Pelo menos 11 blindados do Exército subiram para a Rocinha pela estrada da Gávea, além de veículos da PM. As forças de segurança bloquearam o acesso pela estrada da Gávea, caso algum veículo passe tem que se identificar, mas não são impedidos de subir.

Segundo o Comando Militar do Leste, o Exército mandou um compendio de 950 homens das Forças Armadas, que se deslocaram para o local, mas pode aumentar caso a demanda exija. Algumas equipes da Marinha, também estão ajudando no enfrentamento e enviaram veículos blindados para a atuação na Rocinha, até mesmo a Aeronáutica participa dessa operação na comunidade.

O comércio da rocinha está de portas fechadas e 2,5 mil alunos da rede municipal de ensino ficaram sem aula na Rocinha; são crianças e adolescentes que frequentam duas creches, um espaço de desenvolvimento infantil e cinco escolas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde as cinco unidades de saúde da comunidade também estão com o atendimento suspenso.

O exercito poderá controlar os presídios até que tudo se normalize

O objetivo dessa força-tarefa é combater não só o crime organizado, mas também instituições que estão dominadas pelo crime organizado, como as penitenciárias e os presídios federais. Pois em varreduras feitas dentro dos presídios, no total de 30, foi descoberto um fato que preocupou a todos: 1 em cada 3 presos está armado em presídios e penitenciárias do país. Lá dentro, encontramos celulares, televisor, tudo o que se pode imaginar.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, após essa varredura, pretende instalar parlatórios dentro presídios e penitenciárias federais como forma de prevenção e para poder intermediar as conversas entre presos e advogados. Assim o preso ficaria isolado na cabine do advogado ou familiar, as conversas poderiam ser registradas e evitaria o contrabando de armas e outros objetos nos presídios.

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