Uma cena que mais se assemelhava a um acontecimento fantasmagórico ou a um capítulo do Apocalipse, só que aqui mesmo no Brasil, mais especificamente na favela da Rocinha, na Zona Sul da Cidade do Rio de Janeiro, fez com que o Comando Militar do Leste, se manifestasse oficialmente contra o uso não autorizado por parte dos militares do Exército de máscaras estampadas com desenhos de caveira.

Objetivamente nenhum membro das Forças Armadas em geral, que opera nas incursões de combate e associação ao tráfico de drogas nos morros e comunidades cariocas, tem a permissão por parte dos seus oficiais de se trajar com esse acessório facial.

Vale frisar de que os oficiais militares rapidamente disseram que os soldados que insistirem nesse tipo de desvio da conduta padrão em missões urbanas, como a que vem ocorrendo na Rocinha nas últimas semanas serão seriamente advertidos.

Por outro lado, isso por si só não bastou para que fossem registradas imagens durante o transcurso desta semana de soldados encobrindo o rosto com máscaras desenhadas com a figura da horripilante caveira.

Ainda conforme informações liberadas pelo coronel Roberto Itamar, que é o porta-voz designado do Comando Militar do Leste, o acessório em questão é chamado no meio militar de balaclava, que nada mais do que uma espécie de touca.

As baclavas são previstas antecipadamente e até liberadas no âmbito do regulamento militar no quesito dos uniformes das tropas das Forças Armadas, mas desde que não possuam inscrições ou desenhos, devendo ter as cores azul ou preto.

A princípio Itamar esclareceu que por ter sido um caso simplório, todos os soldados que tiveram a iniciativa de usar baclavas com o desenho da caveira, não sofrerão nenhum tipo de sanção; porém, serão advertidos porque usaram um equipamento com cor diferente da prevista na rígida regulamentação militar.

O coronel minimizou toda a tremenda repercussão que o uso da máscara com a caveira recebeu da mídia e acrescentou que unicamente um cabo pertencente ao quadro do Exército fez uso da baclava, e que justamente por isso, foi fotografado inúmeras vezes.

O porta-voz do CML falou que esse problema pontual já foi corrigido com uma simples chamada de atenção, e que a sociedade deveria é estar preocupada com temas mais graves do que o uso da touca customizada.

A título de conhecimento, as baclavas podem ser percebidas como máscaras, cuja função principal é proteger os rostos e as cabeças dos militares em situações adversas do meio ambiente e do clima, tais como: vento, sol, frio e algumas outras intempéries.

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