O Brasil está na mira de um polêmico assunto em escala mundial. Isso devido na semana passada ter sido publicada uma decisão judicial em caráter liminar, autorizando os profissionais psicólogos a oferecer tratamento para reversão da homossexualidade”. No Brasil, desde o ano de 1999, não é permitido esse tipo de terapias para tratamento de Gays e lésbicas como sendo um tipo de doença. No ano de 1990, a Organização Mundial de Saúde desconsiderou a homossexualidade como doença.

Desse modo, a partir de agora, todos os psicólogos estão autorizados a oferecerem esses tratamentos e estarem em conformidade com o preconizado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Nas redes sociais

Pelas redes sociais como Twitter e Facebook, essa discussão polêmica sobre esse assunto está nos topics trends. Os representantes da comunidade LGBT não deram suas posições sobre a decisão judicial.

Decisão judicial

O juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho explicou sua determinação, informando que o objetivo não é privar o psicólogo de estudar ou atender as pessoas que venham por vontade própria procurar ajuda a respeito de sua sexualidade. Desse modo, os homossexuais que forem aos consultórios serão atendidos de modo normal, tratando sua sexualidade como uma doença.

O CFP fez posicionamento prometendo que recorrerá dessa decisão.

No Brasil existem aproximadamente de 300.000 psicólogos, desses, somente 3 deles até o momento foram julgados, por ter praticado a “reversão sexual”, ajudando o indivíduo a ser um “ex-gay”. Os psicólogos julgados não tiveram suas carteiras profissionais cassadas pelo CFP.

‘Cura gay’

Essa liminar concedida pelo magistrado federal do Distrito Feral determina que Conselho Federal de Psicologia não proíba a prática de terapias de “reversão sexual”.

Ela tem praticamente o mesmo objetivo do PDC (Projeto de Decreto Legislativo) intitulado como projeto “cura gay” protocolado no ano de 2011 na Câmara dos Deputados, por João Campos, deputado federal do PSDB de Goiás.

Em seguida, nos próximos 2 anos, houve muitos protestos e manifestações, e através dessa pressão, houve aprovação do projeto através da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Porém, 15 dias depois, o autor do projeto solicitou que cancelasse a tramitação de sua proposta. Aí então apareceu o deputado federal Jean Wyllys do Psol, requerendo o arquivamento da proposta. Novamente, 2 dias após, ocorreu a suspensão da resolução por meio da apresentação de novo projeto, que foi rejeitado de imediato.

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