Na noite do último sábado (16), não foi só a morte de Marcelo Rezende que deixou o meio jornalístico triste. O âncora do Jornal ABTV 2ª edição, de Caruaru, Pernambuco, foi vítima de bala perdida.

O caso aconteceu em Alto do Moura, bairro localizado em Caruaru, Agreste do estado de Pernambuco. Alexandre Farias havia apresentado o jornalístico da afiliada da Globo naquela noite e, após o término do trabalho, saiu para jantar em um supermercado próximo ao local.

Ele já estava se dirigindo para sua residência, que fica no bairro onde aconteceu o tiroteio, quando foi atingido por uma bala perdida.

O disparo, de acordo com a Polícia, veio de uma troca de tiros envolvendo uma perseguição policial em que os bandidos estavam em um carro roubado. Houve troca de tiros e o apresentador infelizmente estava no lugar errado.

A fuga dos criminosos foi tão desastrosa que eles atropelaram socorristas do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que se encontravam em uma ocorrência próximo dali. Um auxiliar de enfermagem foi atingido na troca de tiros.

Em estado grave, o jornalista da emissora Asa Branca foi levado para o Hospital Regional do Agreste para receber os primeiros socorros e foi transferido logo após para o Hospital Unimed, na mesma cidade.

O quadro de perda de massa encefálica preocupa os médicos e a família do apresentador.

De acordo com informações levantadas pela Folha de Pernambuco, haverá nova avaliação do paciente às 12h por uma médica. Não foram dados mais detalhes.

Após a ação, os criminosos capotaram com o carro roubado usado para a fuga, um Corolla.

Um vídeo publicado pelo site do G1 mostra o momento do socorro prestado ao âncora da TV Asa Branca e atualiza os detalhes de seu quadro de saúde.

No site da emissora, um usuário deixou seu comentário. Neste, ele reclamou da gestão do governador: Fábio Souza escreveu que o estado do Pernambuco é o que mais teve homicídios no Brasil, com mais de 200 mortos nos nove meses do ano, sem contar os cidadãos que perdem a vida no Hospital Regional do Agreste por falta de competência dos profissionais da saúde.

Em outra publicação, um homem deixou um comentário em que pede a revogação da lei do desarmamento.

Mas fica um questionamento no ar: se o âncora estivesse armado, isso o impediria de ser baleado?

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