Samara Costa da Silva, de 24 anos, afirma ter percorrido mais de 20 quilômetros e passado por três hospitais para conseguir atendimento para seu filho de 1 mês que estava com diarreia, na madrugada de sábado (23) para domingo (24).

A mãe afirma que o filho Davi Lucca Mendes da Silva, de apenas 1 mês e 9 dias, começou a apresentar os sintomas na tarde do sábado. Entretanto, esperou para ver se a dor de barriga cessava, o que não aconteceu. Por volta das 23h, solicitou que o pai de seu filho a levasse ao hospital.

Samara então se dirigiu ao Pronto Atendimento São Mateus, onde após aguardar aproximadamente 30 minutos, foi informada que o médico plantonista não tinha experiência no atendimento de recém-nascidos, bem como a unidade não possuía infraestrutura adequada para atendê-lo.

Logo em seguida, Samara foi até um hospital que fica próximo a sua residência, que é o Hospital Estadual de Sapopemba. Chegando lá por volta da 1h da manhã. Depois de fazer a ficha e realizar a triagem, uma enfermeira deu a informação de que não havia pediatra disponível no pronto-socorro para realizar o atendimento do bebê e que o pediatra que fica na maternidade não realiza atendimentos de urgência.

Por conta do horário, a mãe preferiu retornar com Davi para casa e esperar o dia amanhecer. Na manhã de domingo, ela foi acompanhada de uma prima até o Hospital Infantil Cândido Fontoura, onde enfim conseguiu que seu filho fosse atendido.

Segundo informações de Samara, o atendimento foi perfeito, pois ela chegou às 8h20 no hospital e às 9h já estava indo para casa, e com o diagnóstico de que Davi estaria com uma virose, mas que realizaria o tratamento com soro e medicação em casa, pois não estava desidratado.

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo se pronunciou e divulgou nota informando que houve sim o atendimento do recém-nascido no Pronto Atendimento Municipal de São Mateus, pelo médico que estava de plantão, por volta da 1h16min e que a mãe da criança estava acompanhada do avô. Ainda segundo a nota, no Hospital de Sapopemba, o bebê chegou a fazer ficha, na qual foi registrado o atendimento com o médico, que realizou exame físico, informado uma hipótese de diagnóstico e a medicação prescrita, porém a mãe se negou a conduta prescrita e preferiu deixar a unidade.

A Secretaria Estadual de Saúde respondeu pelo Hospital Sapopemba e em nota afirmou que o caso do bebê foi classificado como de baixo risco, e que a mãe do paciente não quis esperar pelo chamado do médico.

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